Documentos dos Pilares

O Pilar I atua no primeiro elo da cadeia de valor da Resina Natural: a floresta. O objetivo é aumentar a quantidade e a qualidade da resina produzida em Portugal e reforçar o abastecimento da indústria nacional, com base numa gestão florestal sustentável. Para isso, o pilar trabalha em três frentes que se completam. Melhora o potencial produtivo do pinhal, através da genética e da diversificação de espécies. Moderniza a resinagem, com formação profissional e novas técnicas e equipamentos. E torna esta atividade mais atrativa para o proprietário florestal, mostrando o seu valor económico, ambiental e territorial.

Seleciona os pinheiros-bravos geneticamente mais produtivos em resina, a partir de um ensaio com cerca de 420 árvores das sete regiões de proveniência da espécie. Prepara também a instalação de três pomares clonais, destinados a produzir sementes melhoradas para os pinhais do futuro.


Coordenação: INIAV

Publicações:

Carrasquinho, I., & Gonçalves, E. (2024). Experimental methodology for clonal forest research. Em C. António & D. M. Desiderio (Eds.), Monitoring forest damage with metabolomics methods. John Wiley & Sons.

Resumo

Este capítulo reúne os procedimentos para planear, conceber e analisar ensaios experimentais que estudam a variabilidade genética de espécies florestais. Dá especial atenção aos ensaios de campo clonais aplicados a produtos florestais não lenhosos, como a resina do pinheiro-bravo e a pinha do pinheiro-manso.

Avalia o potencial resineiro de outras espécies, como o pinheiro-manso, e de espécies resinadas noutros países e adaptadas às alterações climáticas. Cria uma rede nacional de parcelas permanentes para medir o crescimento das árvores e a resina que produzem.


Coordenação: Instituto Superior de Agronomia

Publicações:

Soares, P., Ribeiro, C., Ribeiro, M., & Silva, M. E. (2024). Resina natural em Portugal – desafios estratégicos. Revista de Ciências Agrárias, 47(3), 373–382.

Resumo

Portugal foi um dos maiores produtores mundiais de resina natural nos anos 70 e hoje depende de importações. O artigo identifica os desafios estratégicos para relançar a produção no pinhal: modelos de silvicultura e de produção para madeira e resina, legislação atualizada, formação e melhores condições de trabalho para os resineiros, valorização dos serviços ambientais da resinagem e melhoramento genético.

Carrabs, J. A. A. (2025). Produção de resina de diferentes pinheiros em Portugal continental [Dissertação de mestrado, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa].

Resumo

A dissertação instala uma rede de parcelas permanentes de resinagem com seis espécies de Pinus em Portugal continental — pinheiro-bravo, pinheiro-manso, pinheiro-silvestre, pinheiro-larício, pinheiro-insigne e pinheiro-de-alepo — e pesa a resina produzida nas campanhas de 2023 e 2024. O pinheiro-bravo confirma produções elevadas no Norte e no Centro, o pinheiro-de-alepo revela bom desempenho e o larício e o insigne produzem menos.

Põe em funcionamento a Academia do Resineiro. A formação cobre a resinagem, a gestão florestal e a defesa da floresta contra incêndios, para tornar a resinagem uma profissão qualificada e atrativa.


Coordenação: RESIPINUS

Desenvolve novas técnicas de extração e um estimulante de base biológica. Cria também um vaso coletor fechado, uma ferramenta mecanizada para o desencarrasque e um método rápido para avaliar a qualidade da resina à porta da fábrica. O objetivo é haver mais resina, com menos perdas, e um preço justo para o resineiro.


Coordenação: UTAD

Publicações:

Farias, I. S. L., Seixas, N., Vilela, C., Santos, S. A. O., Freire, C. S. R., Vieira, J., Ribeiro, M., Silva, M. E., & Silvestre, A. J. D. (2026). Eutectic mixtures of natural origin as new stimulant formulations for pine resin production. Industrial Crops and Products, 249, 123673.

Resumo

Para estimular a produção de resina usam-se pastas à base de ácido sulfúrico, que apresentam diversos riscos. O estudo testa alternativas de origem natural, baseadas em misturas eutéticas, que chegaram a produzir entre 2,4 e 3 vezes mais resina do que a pasta ácida, mantendo uma composição química adequada ao uso industrial.

Sandim, A. S. A. (2024). Criação de um modelo de planeamento e gestão sustentável de ativos florestais nos baldios [Tese de doutoramento, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro].

Resumo

A tese testa aplicações de inventário florestal para smartphones, compara modelos de gestão em pinhal-bravo jovem e avalia a viabilidade financeira da exploração de madeira, de resina ou de ambas. As aplicações revelaram-se globalmente precisas. O cenário dirigido à resina teve os melhores indicadores, mas valores absolutos pouco atrativos, e a perda de madeira não foi compensada pela resina; uma subida do preço da resina e ganhos de escala podem inverter este resultado.

Lopes, D., Louzada, J. L., Moreira, L., Pereira, F., & Silva, M. E. (2026). Effects of resin tapping on the wood properties of Pinus pinaster Ait. Bioresources and Bioproducts, 2(3), 12.

Resumo

O estudo compara a madeira de pinheiros-bravos resinados durante quatro anos, em Tresminas, com a de árvores não resinadas. A resinagem não alterou a resistência mecânica nem a largura dos anéis de crescimento. As alterações detetadas — maior densidade, mais extrativos e mais canais resiníferos — ficaram localizadas junto à ferida de resinagem e não comprometem o desempenho da madeira.

Calcula a rentabilidade do pinhal com e sem resinagem e reúne boas práticas silvícolas. Põe também em números os benefícios da resinagem para o território, como o emprego, a prevenção de incêndios e o sequestro de carbono. Este conhecimento chega aos proprietários através de uma plataforma de apoio à decisão e aos decisores através de propostas de política pública.


Coordenação: Centro PINUS

Publicações:

Sandim, A., Araújo, D., Fonseca, T., & Silva, M. E. (2024). Influence of forest management on the sustainability of community areas in Northern Inland Portugal: A simulated case study assessment. Sustainability, 16(18), 8006.

Resumo

O estudo simula diferentes cenários de gestão para pinhais de regeneração natural no Baldio de Carvalhelhos, no Vale do Tâmega, variando o número e a idade dos desbastes. Os resultados mostram que o modelo de gestão altera de forma significativa os indicadores económicos e de carbono, e que a escolha deve ter em conta os objetivos de gestão e as prioridades das comunidades locais.

Lopes, D., Sandim, A., Louzada, J. L., & Silva, M. E. (2025). Resin production in Pinus: A review of the relevant influencing factors and silvicultural practices. Forests, 16(9), 1470.

Resumo

Esta revisão analisa os fatores que influenciam a produção de resina em povoamentos de Pinus: características das árvores, condições ambientais e práticas silvícolas como desbastes, podas e fogo controlado. Conclui que os resultados publicados são ainda contraditórios e que é necessário desenvolver modelos de gestão que integrem madeira e resina, com potencial para aumentar a rentabilidade florestal.

Sandim, A., Lopes, D., Louzada, J. L., & Silva, M. E. (2025). Influence of thinning on carbon balance in natural regeneration of Pinus pinaster in Portugal. Land, 14(3), 493.

Resumo

O estudo simula a acumulação de carbono em pinhais de regeneração natural no concelho de Boticas, com e sem desbastes. A partir do 24.º ano, os povoamentos geridos acumulam mais carbono — 178 toneladas no fim do ciclo, contra 143 nos não geridos — e o balanço de carbono passa de negativo (−18 t) a positivo (54 t).

O Pilar II trabalha na transformação industrial da Resina Natural e nos seus dois principais derivados: a colofónia, que é a fração sólida, e a aguarrás, que é a fração volátil. O objetivo é tornar a indústria portuguesa mais eficiente, mais digital e mais circular, e abrir mercados para produtos de maior valor acrescentado. O pilar apoia o investimento das empresas de primeira e segunda transformação em três áreas: modernizar os processos, desenvolver derivados mais sustentáveis e valorizar os resíduos. Ao mesmo tempo, aposta na investigação aplicada para levar a Resina Natural a setores como a alimentação, as embalagens, o automóvel, o têxtil e o calçado, em substituição de matérias-primas de origem fóssil.

Desenvolve um processo contínuo de produção de ésteres de colofónia em reatores tubulares, em alternativa à produção por lotes. O objetivo é gastar menos energia, obter um produto mais uniforme e validar a tecnologia à escala piloto.


Coordenação: KEMI — Pine Rosins

Prepara a indústria de segunda transformação para a indústria 4.0. Instala plataformas digitais e sistemas robóticos em ambiente industrial e cria um gémeo digital (Digital Twin) do processo de transformação da resina.


Coordenação: Universidade de Aveiro

Publicações:

Marques, B., Junqueira, G., Alves, J., & Pedrosa, E. (2024). Mobile robots meet augmented reality technologies: Transforming human-robot interaction in Industry 4.0 scenarios. Em Companion of the 2024 ACM/IEEE International Conference on Human-Robot Interaction (HRI ’24) (pp. 740–744). Association for Computing Machinery.

Resumo

Os robôs móveis aumentam a eficiência das linhas de montagem e dos armazéns da Indústria 4.0, mas colocam desafios de supervisão, navegação e segurança. O trabalho propõe uma ferramenta móvel de Realidade Aumentada que dá aos operadores informação sobre o estado dos robôs e permite controlá-los à distância, desenvolvida e testada de forma iterativa.

Marques, B., Silva, S., Pedrosa, E., Barros, F., Teixeira, A., & Santos, B. S. (2024). Towards unlimited task coverage and direct (far-off) manipulation in eXtended Reality remote collaboration. Em Companion of the 2024 ACM/IEEE International Conference on Human-Robot Interaction (HRI ’24) (pp. 745–749). Association for Computing Machinery.

Resumo

A colaboração remota continua limitada pelo que os participantes no local conseguem mostrar e pela dificuldade de interagir com objetos físicos. Este artigo de reflexão propõe o uso de robôs móveis, equipados com câmaras, sensores e braços articulados, como avatares físicos dos participantes remotos em ambientes de Realidade Estendida, e aponta linhas de investigação futuras.

Substitui antioxidantes sintéticos e outras matérias-primas de origem fóssil por alternativas naturais nas resinas de colofónia para adesivos. O objetivo são produtos 100% de base biológica e sem matérias-primas perigosas.


Coordenação: Pinopine

Publicações:

Seixas, N., Serrano, J., Pinto, S., Araújo, B., Viola, B., Vilela, C., Santos, S. A. O., Freire, C. S. R., & Silvestre, A. J. D. (2025). A sustainable approach to produce light-colored rosin and rosin esters during processing using natural antioxidants. Industrial Crops and Products, 238, 122345.

Resumo

O estudo testa antioxidantes naturais, como o α-tocoferol e o timol, em alternativa ao antioxidante sintético Lowinox TBM-6 na produção de colofónia e de ésteres de colofónia. Os resultados são equivalentes na cor, na acidez e no ponto de amolecimento, e melhores na cor quando combinados com iodo e atmosfera inerte, o que confirma o potencial das alternativas naturais.

Seixas, N., Santos, S. A. O., & Silvestre, A. J. D. (2026). Rapid GC-MS characterization of oleoresin, turpentine and rosin using tailored chromatographic programs. International Journal of Molecular Sciences, 27(4), 1690.

Resumo

O artigo propõe três métodos rápidos de cromatografia gasosa acoplada à espetrometria de massa (GC-MS) para analisar a resina, a aguarrás e a colofónia com uma única coluna. Os métodos identificam mais de 95% dos compostos e apoiam o controlo de qualidade industrial, podendo depois ser usados em análises de rotina por GC-FID.

Desenvolve o conhecimento e a tecnologia para produzir colofónia hidrogenada à escala industrial. Este derivado tem mais valor no mercado e destina-se aos mercados nacional e internacional.


Coordenação: Gum Chemical

Publicações:

Pereira, V. A., Madeira, M. I., Oliveira, R., Simões, P. A., Rocha, F. A., Coelho, J. F. J., & Serra, A. C. (2026). Catalytic transfer hydrogenation of colophony. Molecular Catalysis, 592, 115733.

Resumo

O artigo apresenta, pela primeira vez, a hidrogenação da colofónia por transferência catalítica, com paládio suportado em carbono e sem recurso a hidrogénio sob alta pressão. Com formiato de sódio como dador de hidrogénio, obtiveram-se elevadas taxas de conversão e um catalisador reutilizável, numa alternativa mais simples e potencialmente mais económica aos processos convencionais.

Altera a estrutura química da colofónia para que possa ser combinada com as poliolefinas produzidas por catálise com metalocenos, muito usadas em adesivos. Abre assim um novo mercado para a resina nacional.


Coordenação: United Resins

Publicações:

Macedo, J., Miranda, P., Alves, A., Alves, C., Alves, N., Farinha, D., Lopes, S. M. M., Gonçalves, C., Brito, A. B., Gamboa, V. A., Pereira, N. A. M., Lopes Jesus, A. J., Nogueira, B. A., Justino, L. L. G., Nunes, C. M., Murtinho, D., Pineiro, M., Ferreira, A. M., Fausto, R., & Pinho e Melo, T. M. V. D. (2026). Structural modifications of abietic acid and a computational protocol to predict their compatibility in different environments. RSC Advances, 16(41), 48080–48089.

Resumo

O artigo descreve modificações estruturais do ácido abiético, o principal ácido resínico da colofónia, e um protocolo computacional que prevê a polaridade e a compatibilidade dos derivados em diferentes meios. As previsões estão de acordo com as tendências experimentais, o que faz do método uma ferramenta para desenhar derivados de colofónia com as propriedades pretendidas.

Miranda, P. G. S. G. (2024). Hidrogenação por transferência de ácidos resínicos [Dissertação de mestrado, Universidade de Coimbra].

Gonçalves, C. V. (2024). Análise e caracterização de componentes da colofónia e seus derivados [Dissertação de mestrado, Universidade de Coimbra].

Instala uma unidade piloto flexível para produzir e homologar os novos derivados desenvolvidos na medida anterior. Esta unidade permite fazer modificações químicas que os processos industriais convencionais não conseguem.


Coordenação: United Resins

Analisa o consumo de energia, de água e de outros recursos nas empresas da fileira. A partir daí, define um roteiro de boas práticas para reduzir o impacto ambiental e tornar os processos produtivos mais eficientes.


Coordenação: INESC TEC

Transforma a carrasca que resulta da filtração da resina num subproduto que se pode vender, por exemplo para ornamentação de jardins ou para produção de energia a partir de biomassa. Assim, um resíduo passa a ser um recurso.


Coordenação: Nares

Estuda formas de aproveitar as lamas que resultam da filtração da resina, para reduzir os resíduos do setor e aproveitar melhor os recursos florestais.


Coordenação: Nares

Desenvolve cápsulas e filmes protetores de base colofónia para embalagens alimentares. Estes materiais protegem melhor contra o oxigénio e a humidade, o que faz os alimentos durarem mais e reduz o desperdício.


Coordenação: TECMEAT

Desenvolve um biopolímero que pode ser usado em conjunto com as resinas de colofónia em adesivos, embalagens e outros materiais compósitos. É uma alternativa aos polímeros de origem fóssil, e a sua produção é validada à escala piloto.


Coordenação: KEMI — Pine Rosins

Desenvolve peças estruturais e decorativas para o interior dos automóveis a partir de derivados de colofónia e biopolímeros. As peças são produzidas por injeção e recebem acabamentos com tecnologias mais sustentáveis.


Coordenação: Simoldes

Valoriza a aguarrás através da produção, à escala industrial, de resinas politerpénicas para adesivos, produtos alimentares e compósitos, e leva-as ao mercado internacional.


Coordenação: Gum Rosin

Desenvolve fibras, filmes e estruturas têxteis a partir de biopolímeros de base colofónia. Usa também a colofónia no tingimento e no acabamento, para tornar a indústria têxtil e do vestuário mais sustentável.


Coordenação: Tintex

Formula adesivos de colofónia para calçado mais resistentes e estáveis. Desenvolve também materiais de base colofónia para solas e outros componentes, em substituição de soluções de origem fóssil.


Coordenação: CTCP

O Pilar III é transversal ao projeto e quer afirmar a Resina Natural junto do mercado e do consumidor. É um produto de origem biológica e renovável, capaz de substituir derivados do petróleo, e um dos exemplos de sucesso da bioeconomia em Portugal. Este pilar destaca a qualidade da resina portuguesa e a sua rastreabilidade. Destaca também o que o setor faz pela gestão florestal sustentável, pela prevenção de incêndios e pelo desenvolvimento do Centro e do Interior do país. Para isso, cria um selo distintivo e dirige a comunicação a dois públicos: o consumidor final e os decisores empresariais.

Cria a Resinae®, marca distintiva da Resina Natural Ibérica, e investiga formas de rastrear a resina ao longo de toda a cadeia, da floresta ao produto final. Publica ainda a revista técnica Resinae, dedicada a toda a cadeia de valor. Assim, garante a qualidade e a origem dos produtos e torna-os mais fáceis de reconhecer pelo consumidor.


Coordenação: CoLAB ForestWISE

Publicações:

Resinae — Revista técnica do Projeto Integrado RN21, 6.ª edição (dezembro de 2025).

Resinae — Revista técnica do Projeto Integrado RN21, 5.ª edição (junho de 2025).

Resinae — Revista técnica do Projeto Integrado RN21, 4.ª edição (dezembro de 2024).

Resinae — Revista técnica do Projeto Integrado RN21, 3.ª edição (junho de 2024).

Resinae — Revista técnica do Projeto Integrado RN21, 2.ª edição (dezembro de 2023).

Resinae — Revista técnica do Projeto Integrado RN21, 1.ª edição (outubro de 2023).

Faz ações de comunicação e marketing para dois públicos. Mostra ao consumidor final a importância de escolher produtos com Resina Natural. E incentiva as empresas, em Portugal e nos principais mercados europeus, a usarem-na no lugar de derivados do petróleo.


Coordenação: CoLAB ForestWISE

Publicações:

Guia de Comunicação do Projeto Integrado RN21.

Manual de Normas Gráficas do Projeto Integrado RN21.

Ficha de Projeto do Projeto Integrado RN21.