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Cadeia de valor da resina natural analisada por especialistas em Pampilhosa da Serra

Cadeia de valor da resina natural analisada por especialistas em Pampilhosa da Serra Empresários, produtores, investigadores e representantes institucionais, estiveram hoje reunidos em Pampilhosa da Serra, no âmbito do evento Resinae Ignite, promovido pelo Projeto Integrado RN21, com o intuito de explorar todos os elos da cadeia de valor do setor da resina natural. Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio, salientou a pertinência da iniciativa, destacando que “é importantíssimo voltar a colocar o foco nesta atividade e trabalhar em colaboração com os agentes e produtores locais, que continuam a ter um papel ativo no desenvolvimento da região”. “O sucesso da resina e da fileira florestal é seguramente o sucesso destes territórios do interior”, completou. O evento, que se assumiu como um catalisador de novas ideias e iniciativas no setor, ficou marcado pelo lançamento oficial da marca “Resinae”, um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental, que pretende destacar a resina natural de Pinus Pinaster no mercado global como um produto de excelência. O programa incluiu intervenções e debates sobre práticas sustentáveis, inovação na produção, transformação e expansão para novos mercados, promovendo um diálogo construtivo em torno de soluções viáveis e sustentáveis. Pedro Teixeira (Associação Centro Pinus), Marco Ribeiro (Associação de destiladores e exploradores Resipinus), Ricardo Gomes (empresa Nares), Pedro Gil (Gum Rosin), João Koehler (empresa Colquímica), Jávier Calvo (empresa Cesefor), foram os protagonistas das sessões temáticas. Os trabalhos continuaram com o debate sobre “A cadeia de valor da resina natural”, “Sustentabilidade económica da resinagem” e “Desafios e oportunidades”, com a participação de Rogério Rodrigues e Joana Vieira, ambos do CoLAB ForesWISE e ainda de Miguel Freitas, da Universidade do Algarve. A apresentação da marca “Resinae”, coube a Jani Pires e Juliana Salvação, do CoLAB ForestWISE. Recorde-se que o Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional -, liderado pelo CoLAB ForestWISE, é um consórcio que reúne toda a cadeia de valor da resina natural em Portugal. O projeto aposta na modernização e revitalização do setor, valorizando a resina como um produto ecológico com vasto potencial de aplicação no mercado global. O CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, é um organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Saiba mais aqui

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Marca Resinae apresenta-se na Pampilhosa da Serra

O Projeto Integrado RN21 vai realizar o evento “Resinae Ignite”, no próximo dia 27 de janeiro, na Pampilhosa da Serrra, onde será feito o lançamento oficial da marca Resinae, anunciou a associação CoLAB Fo- restWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, através de um comunicado.A marca apresenta-se como “um símbolo de qualidade, rastreabilida- de e compromisso ambiental que foi criado para valorizar a Resina Natural de Pinus Pinas- ter, destacando-a no mercado global como uma referência de excelência”.Segundo o comunicado, a criação desta marca pretende reforçar a posição do setor e impulsionar a Resina Natural para um patamar de competitividade que responde às exigências de um mercado cada vez mais focado na sustentabilidade.O encontro vai juntar especialistas, empresários, produtores e representantes institucionais que irão partilhar as suas perspetivas sobre os desafios e as oportunidades que marcam o setor.O evento vai contar com a presença do CTO do Co- Lab ForestWISE, Carlos Fonseca, do presidente da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio e do secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Jorge Brito.O lançamento da Resinae, por Jani Pires e Juliana Salvação, da CoLAB ForestWISE, acontece às 17H10. Saiba mais aqui

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Setor da resina vai reunir especialistas na Pampilhosa da Serra

A Pampilhosa da Serra foi o local escolhido para o encontro de especialistas, empresários, produtores e investigadores associados à produção de resina natural. Um evento promovido pelo Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a realizar na próxima segunda- -feira, dia 27, durante o qual se vai assistir ao lançamento oficial da marca “Resinae”.Uma marca apresentada como «um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental», criada com o obje- tivo de valorizar a resina natural de Pinus Pinaster, que «pretende reforçar a posição do setor e impulsionar a resina natural para um patamar de competitividade que responda às exigências de um mercado cada vez mais focado na sustentabilidade», refere uma nota do CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Organismo no seio do qual foi criado o RN21, consórcio que reúne toda a cadeia de valor do setor da resina natural em Portugal e que aposta na modernização e revitalização desta atividade, considerada uma mais tradicionais da economia nacional, através da valorização da resina natural enquanto produto “bio” e «potenciando as grandes possibilidades da sua aplicação no mercado».O encontro, a realizar no Edifício Monsenhor Nunes Pereira, durante toda a tarde, conta coma participação de especialistas na área, empresários, produtores e representantes institucionais, que «irão partilhar as suas persperivas sobre os desafios e as oportunidades do setor, promovendo um diálogo construtivo que fomente o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis».A sessão de abertura, marcada para as 14hl5, conta com as intervenções de Carlos Fonseca do CoLAB ForestWISE de Jorge Custódio, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, e de Jorge Brito, secretário executivoda (omunidade Inteirnunicipal da Região de CoimbraA “cadeia de valor da resina natural” é o tema a desenvolver de seguida com as intewenções de Pedro Teixeira, do Centro Pinus, sobre “Produção de resina práticas sustentáveis e valorização”; Marco Ribeiro, da Resipi- nus, analisa “O papel do resineiro: a importância da resina- gem”, seguindo-se Ricardo Gomes, da Nares, e Pedro Gil, da Gum Rosin que abordam, res- petivamente, a “Qualidade na cadeia de valor” e “Expansão para novas aplicações e produtos”. “O mercado: oportunidades e competitividade global” é o tema a desenvolver por João Koehler, da Colquímica, e Jávier Calvo, da Cesefor, apresenta “A resinagem em Espanha”.Os trabalhos continuam, com o debate sobre “A cadeia de valor da resina natural”, “Sustentabilidade económica da resinagem” e “Desafios e oportunidades”, com a participação de Rogério Rodrigues e Joana Vieira, ambos do CoLAB ForesWISE e ainda de Miguel Freitas, da Universidade do Algarve. Para as i7hl0 está prevista a apresentação da marca “Resinae”, por Jani Pires e Juliana Salvação, do CoLAB ForestWISE* Saiba mais aqui

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Setor da resina vai reunir especialistas na Pampilhosa da Serra

Evento “Resinae Ignite” inclui o lançamento oficial da marca “Resinae”, uma “referência de excelência” no mercado global A Pampilhosa da Serra foi o local escolhido para o encontro de especialistas, empresários, produtores e investigadores associados à produção de resina natural. Um evento promovido pelo Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a realizar na próxima segunda-feira, dia 27, durante o qual se vai assistir ao lançamento oficial da marca “Resinae”. Uma marca apresentada co­mo «um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental», criada com o objetivo de valorizar a resina natural de Pinus Pinaster, que «pretende reforçar a posição do setor e impulsionar a resina natural para um patamar de competitividade que responda às exigências de um mercado cada vez mais focado na sustentabilidade», refere uma nota do CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Organismo no seio do qual foi criado o RN21, consórcio que reúne toda a cadeia de valor do setor da resina natural em Portugal e que aposta na modernização e revitalização desta atividade, considerada uma mais tradicionais da economia nacional, através da valorização da resina natural enquanto produto “bio” e «potenciando as grandes possibilidades da sua aplicação no mercado». O encontro, a realizar no Edifício Monsenhor Nunes Pereira, durante toda a tarde, conta com a participação de especialistas na área, empresários, produtores e representantes institucionais, que «irão partilhar as suas perspetivas sobre os desafios e as oportunidades do setor, promovendo um diálogo construtivo que fomente o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis». A sessão de abertura, marcada para as 14h15, conta com as intervenções de Carlos Fonseca, do CoLAB ForestWISE, de Jorge Custódio, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, e de Jorge Brito, secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. A “cadeia de valor da resina natural” é o tema a desenvolver de seguida, com as intervenções de Pedro Teixeira, do Centro Pinus, sobre “Produção de resina: práticas sustentáveis e valorização”; Marco Ribeiro, da Resipinus, analisa “O papel do resineiro: a importância da resinagem”, seguindo-se Ricardo Gomes, da Nares, e Pedro Gil, da Gum Rosin, que abordam, respetivamente, a “Qualidade na cadeia de valor” e “Expansão para novas aplicações e produtos”. “O mercado: oportunidades e competitividade global” é o tema a desenvolver por João Koehler, da Colquímica , e Jávier Calvo, da Cesefor, apresenta “A resinagem em Espanha”. Os trabalhos continuam, com o debate sobre “A cadeia de valor da resina natural”, “Sustentabilidade económica da resinagem” e “Desafios e oportunidades”, com a participação de Rogério Rodrigues e Joana Vieira, ambos do CoLAB ForesWISE e ainda de Miguel Freitas, da Universidade do Algarve. Para as 17h10 está prevista a apresentação da marca “Resinae”, por Jani Pires e Juliana Salvação, do CoLAB ForestWISE. Saiba mais aqui

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Regional Rural: A resina apresentação da marca “Resinae”

Hoje no REGIONAL RURAL ….  falamos da Pampilhosa da Serra e falamos da fileira da resina com Rogério Rodrigues. Diretor de Projeto Integrado RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE, que tem como objetivo impulsionar a fileira da resina natural em Portugal, promovendo a sua sustentabilidade, inovação e competitividade. A Pampilhosa da Serra foi o local escolhido para o encontro de especialistas, empresários, produtores e investigadores associados à produção de resina natural. Um evento promovido pelo Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a realizar na próxima segunda-feira, dia 27, durante o qual se vai assistir ao lançamento oficial da marca “Resinae”. Uma marca apresentada co¬mo «um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental», criada com o objetivo de valorizar a resina natural de Pinus Pinaster, que «pretende reforçar a posição do setor e impulsionar a resina natural para um patamar de competitividade que responda às exigências de um mercado cada vez mais focado na sustentabilidade», refere uma nota do CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Organismo no seio do qual foi criado o RN21, consórcio que reúne toda a cadeia de valor do setor da resina natural em Portugal e que aposta na modernização e revitalização desta atividade, considerada uma mais tradicionais da economia nacional, através da valorização da resina natural enquanto produto “bio” e «potenciando as grandes possibilidades da sua aplicação no mercado». Saiba mais aqui

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Resina Natural vai ter marca própria. Apresentação é na Pampilhosa da Serra

Na próxima segunda-feira, 27 de janeiro, a Pampilhosa da Serra será palco do evento “Resinae Ignite”, promovido pelo Projeto Integrado RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE®. Este evento assinala o lançamento oficial da marca Resinae, um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental, destinado a destacar a resina natural de Pinus pinaster no mercado global como um produto de excelência. O objetivo da criação da marca Resinae é reforçar a competitividade deste setor tradicional da economia portuguesa, respondendo às crescentes exigências do mercado em matéria de sustentabilidade e inovação. Durante o evento, especialistas, empresários, produtores e representantes institucionais discutirão os principais desafios e oportunidades que moldam a cadeia de valor da resina natural. A agenda incluirá perspetivas sobre práticas sustentáveis, inovação na produção, transformação e expansão para novos mercados, promovendo um diálogo construtivo em torno de soluções viáveis e sustentáveis. O RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE®, é um consórcio que reúne toda a cadeia de valor da resina natural em Portugal. Este projeto aposta na modernização e revitalização do setor, valorizando a resina como um produto ecológico com vasto potencial de aplicação no mercado global. O evento terá lugar no Edifício Monsenhor Nunes Pereira, com início às 14:00. Saiba mais aqui

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Consórcio RN21 ambiciona dar nova força ao setor da resina natural em Portugal

O consórcio Resina Natural 21 (RN21) – ForestWISE, que a Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) integra, quer devolver à resina natural a sua importância na economia nacional. Com utilidade nas indústrias automóvel, têxtil, do calçado e alimentar, principalmente no que se refere ao fabrico de embalagens biodegradáveis, de componentes mais leves e sustentáveis para automóveis, de calçado mais duradouro e à melhor fixação de cor nos tingimentos de tecidos, a resina mostra-se como matéria-prima com alto potencial económico, inclusive, para exportação. Após na década de 70 ter sido a terceira matéria-prima mais exportada do país, a resina natural volta a estar no centro das atenções através do Projeto Integrado RN2, que visa modernizar e tornar o produto mais sustentável em Portugal, abrangendo toda a cadeia de valor, desde a floresta até ao consumidor final, ao envolver um total de 37 entidades distintas, localizadas na sua grande maioria no Norte e Centro do país, zona onde existe mais pinheiro-bravo. Além de instituições de ensino superior, como é o caso da ESAC, o consórcio RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE, conta com: entidades da indústria da transformação de resina, que junta nomes como a TECMEAT, a Simoldes Plásticos, S.A., a Tintex e a CTCP; empresas produtoras de resina, tais como a Raízes Independentes; empresas de 1ª e 2ª transformação, como por exemplo a Pinopine; Comunidades Intermunicipais; e associações florestais. Este Projeto Integrado ambiciona ainda promover o desenvolvimento sustentável das regiões onde a Resina Natural é produzida, implicando as comunidades locais e fortalecendo a economia regional. Com enfoque no aumento da produtividade e da qualidade da Resina Natural, assim como na diversificação dos produtos derivados, o projeto propõe-se a criar novas oportunidades de negócio para empresas e produtores nacionais, promovendo, em simultâneo, a certificação da Resina Natural e garantindo a sua origem e a qualidade, o que contribuirá para a competitividade na cadeia de valor do mercado global. Contribuir para a bioeconomia, a resiliência económica, a neutralidade carbónica, a coesão territorial e o reforço da aposta na ciência e tecnologia em Portugal são ainda ambições desteprojeto, sendo que para atingir os objetivos mencionados, o consórcio RN21 trabalha em 22 medidas-chave, divididas em três pilares de atuação e diferentes atividades. 2025 é o último ano do projeto, que está a ser desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência e do qual poderá ficar a saber tudo em https://rn21.forestwise.pt/ Saiba mais aqui

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Emílio Torrão

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONTEMOR-O-VELHO Como avalia o atual estado das florestas no concelho de Montemor-o-Velho e quais são os principais desafios que identifica na sua preservação e gestão?As áreas florestais ocupam cerca de 39% do concelho, ou seja, 8.963 ha. São áreas constituídas sobretudo por povoamentos em monocultura, de pinheiro e eucalipto.Um dos principais desafios nos quais o Município está empenhado é travar o avanço das arborizações ilegais. Por outro lado, é também fundamental sensibilizar os proprietários que pretendem realizar arborizações devidamente legalizadas para a importância de selecionar espécies autóctones adaptadas às condições edafoclimáticas locais e de adotar as medidas de gestão adequadas, que lhes permitem garantir um maior lucro de forma sustentável, beneficiando não só o seu povoamento, mas todo o território envolvente. Só assim é possível criar uma floresta ordenada, capaz de potenciar ordenamento e a gestão ativa da paisagem, aumentar não só a resiliência do território aos incêndios rurais, mas também mobilizar os recursos e investimentos de suporte que propiciem a revitalização económica e o desenvolvimento local sustentável.Quais têm sido as principais iniciativas da Câmara Municipal para promover práticas de gestão florestal sustentável?O Município colabora com a CIM (Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra) em diferentes projetos que visam promover a transformação estrutural do setor florestal. No âmbito da Agenda TransForm, participamos no projeto de execução do parque de recolha de biomassa e o seu aproveitamento em diversos equipamentos municipais. O projeto “Resina Natural 21” visa modernizar e tornar a produção da Resina Natural mais sustentável em Portugal. O consórcio, liderado pelo CoLAB ForestWISE, integra a CIM, e o Município de Montemor-o-Velho colabora. No projeto RESIST (Regions for climate change resilience through Innovation, Science and Technology), por iniciativa deste Município, em parceria com Instituições de Ensino Superior, estamos a estudar as condições de armazenamento e de secagem da estilha, produto das atividades de limpeza florestal, para o futuro aproveitamento em caldeiras de aquecimento.Considerando os efeitos das alterações climáticas, como vê o futuro das florestas em Montemor-o-Velho, e que medidas considera essenciais para garantir a sua resiliência?Existe a preocupação no Município de garantir um melhor ordenamento da paisagem rural, considerada no seu todo, seja no plano florestal ou no plano da agricultura moderna e da excelência dos seus produtos, visto que temos os melhores solos de produção agrícola do país.No âmbito dos resíduos florestais decorrentes da limpeza das faixas de gestão de combustíveis, estamos a promover a constituição de um parque de tratamento de estilha, a ser utilizada como fonte energética nas nossas instalações desportivas (piscina), fomentando assim a economia circular nas infraestruturas municipais.Mais que tudo, o ponto fulcral é fixar a população e criar valor económico no solo rural, muitas das vezes esquecidos nas políticas de desenvolvimento rural. PF Saiba mais aqui

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ICNF apresenta resultados do projeto de resinagem na Mata Nacional do Escaroupim

Salvaterra de Magos, 2 de dezembro de 2024 (Mais Ribatejo) – O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai apresentar os resultados do projeto de resinagem desenvolvido no talhão 17 da Mata Nacional do Escaroupim, numa sessão que decorrerá no próximo dia 5 de dezembro, às 10h00, no Auditório do Edifício do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos. Iniciativa com foco na conservação genética do pinheiro-bravo O projeto, integrado no programa de investigação PDR2020-785-063761, tem como objetivo a conservação e o melhoramento dos recursos genéticos do pinheiro-bravo (Pinus pinaster Ait.). Coordenado pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), em colaboração com o ICNF, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), o Centro PINUS e a Faculdade de Ciências, o estudo desenvolveu ensaios de resinagem em clones para identificar os melhores indivíduos com vista à produção de resina de alta qualidade. Os resultados obtidos incluem a submissão ao Catálogo Nacional dos Materiais de Base do pomar de elite de pinheiro-bravo, o que permitirá disponibilizar sementes de elevada qualidade genética para arborização. Esta ação insere-se no âmbito do programa PRR-Resina Natural RN21, que visa fortalecer a produção sustentável de resina em Portugal. Histórico e relevância da Mata Nacional do Escaroupim Administrada inicialmente pela Montaria Mor do Reino, a Mata Nacional do Escaroupim integra a administração pública desde 1836. Atualmente, ocupa uma área de 438 hectares, sendo arborizada em 346 hectares com predominância de pinheiro-manso (32%), pinheiro-bravo (20%) e eucalipto (7%). Além da produção de material lenhoso e fruto, a mata inclui áreas destinadas a investigação florestal, melhoramento e conservação de recursos genéticos de espécies como o pinheiro-bravo, pinheiro-manso, eucalipto e ulmeiro. Destaca-se também o Arboreto, criado em 1953, que é considerado o mais importante fora da Austrália, com 126 espécies de eucalipto cuja folhagem é utilizada na alimentação dos coalas do Jardim Zoológico de Lisboa. Sessão com participação de especialistas A sessão será conduzida por Paula Soares, professora auxiliar do Instituto Superior de Agronomia, com a presença de Rui Pombo, Diretor Regional da Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo, e Isabel Carrasquinho, do INIAV. A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, devido à lotação limitada da sala. Os interessados devem inscrever-se enviando um e-mail para drcnf.lvt@icnf.pt. Impacto na sustentabilidade florestal Com este projeto, o ICNF reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade florestal, demonstrando como a investigação aplicada pode contribuir para a gestão sustentável dos recursos naturais no território nacional. Saiba mais aqui

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Entrevista a Paulo Cadeia, diretor executivo do TECMEAT

O setor produtor e transformador de carne nacional de Portugal pode ser classificado como um setor estratégico e em evolução, com características que combinam tradição, qualidade reconhecida e desafios em termos de inovação, competitividade e sustentabilidade. É desta forma que Paulo Cadeia, diretor executivo do TECMEAT, em entrevista à revista iAlimentar, caracteriza o setor, e acrescenta que Portugal é conhecido pela produção de carnes de alta qualidade, especialmente no caso da carne de porco (incluindo a icónica carne de porco preto) ou de bovino através das suas raças autóctones. A par disto, o executivo alerta para a necessidade de aumentar a formação e a qualificação contínua em novas práticas tecnológicas assim como, aumentar as atividades de inovação e de cooperação entre empresas e entidades científicas. O que levou à criação do TECMEAT? A criação do Centro de Competências do Agroalimentar com foco na Indústria das Carnes (TECMEAT) deve-se essencialmente a dois pontos. O primeiro, resultante da elevada concentração de indústria do processamento de carnes que existe na região onde o TECMEAT se encontra implementado; o segundo, da visão do Município da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em verificar que não existia a nível regional, e mesmo nacional, um centro de competências capacitado para o desenvolvimento de atividades de inovação e atividades de formação técnica e prática especificamente orientada para o setor da indústria de processamento das carnes. Nasce assim o TECMEAT, uma associação privada e sem fins lucrativos, que tem por missão potenciar o aumento da competitividade e inovação das empresas produtoras e transformadoras do setor das carnes através do seu desenvolvimento científico e tecnológico. Em que áreas atua? Que serviços presta? Muito embora, de forma mais alargada, o TECMEAT possa atuar em todo o setor agroalimentar, o seu foco principal é no setor das carnes e do seu processamento. Através da sua Unidade Piloto e do seu Laboratório de Microbiologia, o TECMEAT encontra-se capacitado para prestar um conjunto de serviços à indústria que passa pela formação técnica e tecnológica em ambiente piloto, pelo apoio e consultoria no desenvolvimento e caracterização de novos produtos e novas técnicas de processamento ou ainda, na disponibilização de um conjunto alargado de análises, testes e ensaios de controlo de qualidade. Para além destas componentes, o TECMEAT tem atuado também como um hub de transferência e de demonstração de conhecimento para a indústria em parceria com novos desenvolvimentos de produtos e processos obtidos com empresas de bens de equipamentos e fornecedoras de ingrediente e os mais diversos consumíveis. Em que projetos de investigação o TECMEAT participa? Há perspetivas de novos produtos a entrar no mercado? Quando? Atualmente, o TECMEAT participa em três projetos do PRR (Programa de Recuperação e Resiliência). Está ativamente envolvido na agenda VIIAFOOD, liderada pela Sonae, onde juntamente com outras entidades do sistema científico e uma empresa do setor cárnico temos realizado provas de conceito no desenvolvimento de produtos inovadores em três linhas diferentes. Para além deste, estamos também envolvidos em dois projetos da Bioeconomia: o projeto RN21 onde procuramos testar o comportamento de biofilmes e a aplicação de colofónia resultante das resinas da nossa indústria florestal em substituição de filmes comerciais de origem fóssil; e o Projeto BE@T no qual procuramos encontrar simbioses indústrias entre os subprodutos do setor do têxtil e vestuário e os subprodutos do setor das carnes. Em todos estes três projetos temos já protótipos de novos produtos com resultados promissores e potencialmente interessante para entrar no mercado. Para além destes projetos em execução, temos ainda algumas candidaturas em avaliação com a Associação de Criadores de Limusine e a Câmara Municipal do Fundão no sentido de virmos a prestar um conjunto de serviços ao nível de formação de rendimento de corte de carcaças de bovino. Como classifica o setor produtor e transformador de carne nacional? O setor produtor e transformador de carne nacional de Portugal pode ser classificado como um setor estratégico e em evolução, com características que combinam tradição, qualidade reconhecida e desafios em termos de inovação, competitividade e sustentabilidade. Nestes curtos quatro anos de existência do TECMEAT e de contactos e parcerias já estabelecidas, verifico que tem havido um esforço de evolução ao nível da adoção de novas práticas de atividades de inovação, quer ao nível do setor produtivo como também do setor transformador. Todos sabemos que, na sua generalidade, a indústria das carnes ainda é conhecida por ser fechada e relutante em cooperar para o desenvolvimento de novos produtos e processos. Contudo, tenho assistido durante estes anos ao esforço que estas empresas começam a realizar para mudar este paradigma até porque, começam a perceber, que a sua evolução assim como a possibilidade de aumentar as suas quotas de exportação, apenas se conseguirá através da cooperação, da inovação e sobretudo da diferenciação de produtos de maior valor acrescentado. É certo que o setor é dominado por pequenas e médias empresas (PMEs), tanto na produção como na transformação, o que resulta numa fragmentação que pode dificultar a competitividade internacional, enfrentando dificuldades para competir com grandes produtores de outros países devido à falta de economia de escala e aos custos relativamente elevados de produção e mais recentemente à escassez de mão de obra classificada, mas também é verdade que o setor tem um grande potencial de crescimento, desde que consiga superar os seus desafios em termos de inovação, sustentabilidade e competitividade. Quais considera ser os pontos fortes (e os a melhorar) do setor produtor e transformador de carne português? Em que medida a TECMEAT pode ajudar a alterar o cenário? Sem dúvida que um dos pontos forte do setor é a qualidade da carne que produzimos. Portugal é conhecido pela produção de carnes de alta qualidade, especialmente no caso da carne de porco (incluindo a icónica carne de porco preto) ou de bovino através das suas raças autóctones tais como a Limusine, Barrosã, Arouquesa, … apenas para falar de algumas. Muitas empresas têm também investido em tecnologia moderna nos processos de abate e transformação, o que aumenta a eficiência e a rastreabilidade dos produtos. Tem

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