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Resina natural: quando a floresta gera valor para os territórios

A revitalização da fileira da Resina Natural em Portugal está a transformar a relação entre a floresta, o território e as pessoas. O Projeto Integrado RN21 trouxe inovação, novos produtos, emprego qualificado e mecanismos de valorização que reforçam a coesão territorial e projetam esta matéria-prima como pilar da bioeconomia nacional. A Resina Natural, extraída sobretudo do pinheiro-bravo, é um recurso 100% renovável e biodegradável, capaz de substituir derivados fósseis numa vasta gama de aplicações industriais. Mas o seu valor ultrapassa a dimensão ambiental e representa hoje uma oportunidade real para dinamizar zonas rurais e fortalecer a ligação das comunidades à floresta. O Projeto Integrado RN21, cofinanciado pelo PRR e liderado pelo CoLAB ForestWISE, reúne 36 parceiros para modernizar toda a cadeia de valor, desde a produção florestal à transformação industrial. Entre os avanços mais relevantes destaca-se o programa de melhoramento genético, que permitiu identificar árvores mais produtivas, e o novo sistema mecanizado de resinagem, que reduz o esforço físico dos resineiros e eleva a qualidade da resina recolhida. Estes progressos tecnológicos reforçam a sustentabilidade do setor e tornam a atividade mais atrativa para novos profissionais. A presença regular dos resineiros na floresta tem impactos diretos na proteção do território. Para além da extração da resina, que aumenta em 30% os rendimentos do pinhal, estes trabalhadores contribuem para a gestão da floresta e para a deteção precoce de incêndios, desempenhando, assim, um papel essencial na valorização e defesa destas áreas florestais. A atividade gera emprego local, fixa população e fortalece economias de áreas rurais e regiões do interior, onde a relação entre a floresta e a comunidade é estrutural. Na indústria, o RN21 impulsionou a robotização, a digitalização e o desenvolvimento de novos derivados de resina com aplicações em setores tão distintos como o alimentar, o calçado, o automóvel e o têxtil. A criação de novos biopolímeros com integração de derivados de Resina Natural, substituindo produtos fósseis, demonstrou elevada performance e abriu portas a produtos mais sustentáveis e competitivos. Estes resultados provam que a Resina Natural pode responder a mercados exigentes e aumentar a autonomia industrial do nosso país, com uma estratégia de valorização da floresta de pinheiro-bravo. Para fortalecer esta evolução, foi criada a marca Resinae® – Pinaster Natural Resin, orientada para a promoção de produtos que incorporem uma matéria-prima renovável, proveniente de florestas bem geridas, que garantam a sustentabilidade ambiental, social e económica, assente em sistemas de certificação internacionalmente reconhecidos. Baseada num sistema próprio de rastreabilidade, a marca identifica de forma clara a percentagem de incorporação de Resina Natural (10%, 40%, 70% ou 100%), assegura autenticidade, reforça a confiança do mercado e valoriza produtores e indústria nacional. A trajetória recente mostra que a Resina Natural é um instrumento de desenvolvimento equilibrado, capaz de unir inovação tecnológica, gestão ativa do território e saber tradicional. Com o impulso do RN21, Portugal recupera uma atividade histórica e projeta-a para o futuro, aproximando a floresta das pessoas, com a criação de valor económico, social e ambiental de forma integrada. Artigo publicado originalmente em GreenSavers.

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Resina Natural, a matéria-prima que nasce no pinhal

A Resina Natural, um recurso natural sustentável proveniente do pinhal, gera valor e promove a gestão florestal, promovendo a coesão territorial e a indústria. A espécie pinheiro-bravo (Pinus pinaster) é a principal produtora, e a sua transformação industrial gera inúmeros produtos e utilizações que usamos diariamente. Da floresta ao nosso dia-a-dia: Natural, renovável e biodegradável, a resina do pinheiro-bravo é um recurso que substitui derivados fósseis e responde aos objetivos de sustentabilidade e neutralidade carbónica. Está presente nos livros que folheamos, em embalagens de alimentos, em ambientadores, ceras depilatórias, refrigerantes, pastilhas elásticas, pneus e até possibilitando que o arco do violino emita um som de qualidade. Uma matéria-prima discreta, presente no nosso quotidiano e que fortalece a nossa bioeconomia. Floresta cuidada, riscos reduzidos: A resinagem possibilita maior rentabilidade na gestão das florestas de pinheiro-bravo, promovendo a gestão florestal. Por sua vez, a resinagem implica o trabalho de resineiros nas áreas florestais, principalmente nos meses mais quentes, reduzindo a carga combustível e vigiando ativamente as áreas onde trabalham, com direta influência na redução do risco de incêndio e na proteção contra pragas e doenças. Uma floresta bem gerida é uma floresta defendida. Floresta–território–pessoas, quando todos ganham: Quando se promove a gestão florestal dos pinhais, para além da madeira podemos aproveitar a resina, aumentando o rendimento para os proprietários; quando a floresta é gerida e cuidada, o território torna-se mais resiliente aos incêndios; quando aproveitamos a resina natural, possibilitamos a criação de emprego nas áreas rurais e nas indústrias onde se processa a sua transformação. Este é o motor do Projeto RN21: transformar conhecimento em valor real, inovando e atuando na floresta e nas empresas, com impacto na economia e nas comunidades. Um projeto para inovar e olhar o futuro: O Projeto Integrado RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE, envolve 36 parceiros e está a modernizar toda a fileira da Resina Natural no nosso país, com impacto em diferentes mercados. Os objetivos passam por reforçar a resiliência económica desta cadeia de valor, contribuir para a neutralidade carbónica, reforçar a coesão territorial e apoiar a investigação aplicada para desenvolver novos produtos e mercados, transformando conhecimento em soluções concretas. O Paulo Fragoso conversou na Renascença com Rogério Rodrigues, Diretor do Projeto RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE: Recorde aqui a conversa de Paulo Fragoso com Rogério Rodrigues Resultados que permanecem no território: Para melhorar e profissionalizar a atividade dos resineiros, o Projeto RN21 atua com várias inovações ao nível das técnicas utilizadas na resinagem e dinamiza a Academia do Resineiro, com formações que desenvolvem competências técnicas e segurança, tornando este trabalho mais atrativo para novos resineiros. Uma atuação direta na coesão territorial que tanto necessitamos, gerando mais oportunidades e permitindo a fixação de pessoas no interior. Para que serve a resina: Tudo começa no pinhal. Os resineiros extraem a resina do pinheiro. Nas indústrias de primeira transformação, desenvolve-se a destilação que separa a colofónia (sólida) e a aguarrás (líquida). Seguem-se novas intervenções nas empresas de segunda transformação, que geram inúmeros derivados, que são utilizados na formulação de adesivos, tintas e vernizes, solventes, fragrâncias e bioplásticos. Indústria e inovação: do pinhal à fábrica: As inovações promovidas no Projeto RN21 convertem a colofónia e a aguarrás em novas soluções. No setor automóvel, atuam como biopolímeros técnicos utilizados em portas e tabliers, mantendo o desempenho e reduzindo a dependência de matérias fósseis. No setor do calçado, são usados em adesivos e outros componentes de base biológica. No setor das embalagens, são usadas em filmes e em várias formulações que aliam qualidade e sustentabilidade. Por último, no setor dos têxteis, permitem a criação de tecidos mais sustentáveis. Sustentabilidade em ação: O RN21 promove o desenvolvimento de processos industriais mais eficientes na utilização da energia e água, assim como a digitalização e instalação de equipamentos industriais para a criação de novas formulações que substituem a utilização de produtos fosseis. A marca resinae® traz valor e reconhecimento à Resina Natural de Pinus pinaster com origem na Europa, reforçando o compromisso de toda a cadeia de valor com os mais elevados padrões de qualidade e sustentabilidade RESINAE®, confiança que se lê no rótulo: A marca RESINAE® – Pinaster Natural Resin – introduz valor e reconhecimento da nossa Resina Natural, reforçando o compromisso de toda a cadeia de valor com os mais elevados padrões de qualidade e sustentabilidade. O modelo assenta em critérios ambientais e sociais (FSC/PEFC) e utiliza uma rotulagem, que possibilita diferentes percentagens de incorporação de resina (10%, 40%, 70% ou 100%). Como reconhecer e apoiar esta fileira: Acompanhe a evolução dos pilotos RESINAE®. À medida que as provas de conceito passarem a produtos comerciais, será possível identificar produtos que utilizem a resina natural. Com escolhas informadas, pode apoiar quem está no terreno a construir um futuro mais sustentável para todos. Algumas curiosidades… Sabia que a Resina Natural é uma matéria-prima que acompanha a civilização desde o Antigo Egito, onde era usada no processo de mumificação? Em Portugal, é referida documentalmente desde o século XV, tendo sido crucial para calafetar embarcações na exploração marítima. Nos anos 70 do século passado, o nosso país chegou a ser o 3.º maior produtor mundial de resina; hoje a recuperação faz-se com inovação, qualificação e incorporação em novos mercados, através de iniciativas estruturadas como o Projeto RN21. Produzir e usar Resina Natural em Portugal aumenta a sustentabilidade, substitui alternativas fósseis e reduz a pegada ecológica em inúmeros produtos. Artigo publicado originalmente em Rádio Renascença.

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Resinae®: valorização sustentável da Resina Natural Portuguesa

A Resinae® – Pinaster Natural Resin representa a inovação e sustentabilidade na valorização da Resina Natural de pinheiro-bravo. Esta marca reforça o papel de Portugal como referência na bioeconomia e nos produtos de origem natural. A marca Resinae® – Pinaster Natural Resin promove a valorização da Resina Natural de pinheiro-bravo. Desta forma, reforça-se a sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade deste recurso estratégico para a bioeconomia portuguesa. Integrada no Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a Resinae® autentica produtos derivados de Resina Natural Pinus pinaster (com origem na Europa) e está certificada pelos sistemas internacionais FSC®/PEFC que garantem práticas de gestão sustentáveis. Desta forma. são cumpridos os objetivos de estimular a inovação industrial e posiciona Portugal como referência global na resina natural ecológica. Artigo publicado originalmente em TSF.

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A Nova Era da Resina Natural

Da floresta até nós, a Resina Natural assume um papel central na transição para uma bioeconomia sustentável. Quando lê um livro, come uma pastilha elástica, coloca um perfume ou conduz o seu carro, provavelmente não imagina que um único elemento natural pode estar presente em todos esses produtos: a Resina Natural.Discreta, mas versátil, esta matéria-prima é essencial para inúmeros setores, das colas aos pneus, das tintas aos cosméticos, dos adesivos a novas formulações que integram vários artigos do setor têxtil, calçado, alimentar e automóvel, a Resina Natural está a conquistar um novo protagonismo na era da bioeconomia. A ligação de Portugal à Resina Natural é histórica. Durante os Descobrimentos, foi indispensável para calafetar embarcações e, no século XX, assumiu grande importância económica e social, colocando o país como o terceiro maior produtor mundial. Com o tempo, a concorrência de países como o Brasil e a China, entre outras contingências económicas e sociais, levaram ao declínio da produção nacional, no entanto, o seu potencial nunca deixou de ser reconhecido.  O que é a Resina Natural? A Resina Natural é um produto biológico extraído do pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e de outras espécies de pinheiro. É um recurso 100% natural, renovável e biodegradável, com propriedades únicas que permitem substituir derivados do petróleo em diversas aplicações industriais. O processo de produção de resina passa por quatro fases: 1 – Extração: feita por resineiros, diretamente do tronco do pinheiro; 2 – Primeira transformação: a resina é destilada e filtrada, originando dois produtos principais: colofónia (sólido) e aguarrás (líquido); 3 – Segunda transformação: a colofónia e a aguarrás são processadas em fábricas, dando origem a novos derivados. 4 – Aplicações industriais: os derivados resultantes são integrados na elaboração de inúmeros produtos do quotidiano, como borrachas técnicas, tintas, ceras depilatórias e adesivos. Recentemente, a fileira da Resina Natural, foi selecionada, juntamente com o setor Têxtil e Vestuário e o setor do Calçado e da Marroquinaria, para financiamento na Componente C12 – Bioeconomia Sustentável, do Plano de Recuperação e Resiliência Português, face ao reconhecimento do valor estratégico destes setores. O reconhecimento desta matéria-prima, a Resina Natural, assenta não só na sua versatilidade e capacidade de substituir recursos fósseis, mas também na sua dimensão social e económica para as regiões do interior. A extração da resina de pinheiro-bravo, atualmente a terceira espécie florestal mais frequente em Portugal, cria emprego, gera rendimento local e contribui para a coesão territorial. Os resineiros, trabalhadores que extraem a resina de forma sustentável, são uma presença regular na floresta, desempenhando um papel relevante na gestão florestal, em particular, na limpeza de matos e na deteção precoce de incêndios florestais. O Projeto Integrado RN21, veio revitalizar e modernizar o setor ao longo de toda a sua cadeia de valor. Na produção florestal, o projeto lançou um programa de melhoramento genético para criar árvores com maior produtividade de resina e desenvolveu um novo método de resinagem mecanizado, que reduz o esforço físico dos resineiros e origina uma resina mais limpa e de melhor qualidade. Em paralelo, foi criado um programa de formação para a capacitação de novos profissionais para esta atividade. O impacto do RN21 estende-se à indústria transformadora, promovendo a robotização, digitalização e eficiência dos processos. À modernização tecnológica juntou-se a criação de novos produtos disruptivos, que abriram portas a mercados antes dominados por derivados de petróleo. A versatilidade da Resina Natural ficou patente nos resultados alcançados em diferentes setores industriais, onde biopolímeros desenvolvidos com integração de 5 a 30% de derivados de resina foram utilizados para as seguintes aplicações: Os resultados do RN21 comprovam, de forma inequívoca, o valor desta matéria-prima natural e sustentável para a indústria portuguesa. Num contexto global de consumidores mais conscientes e setores cada vez mais exigentes, a Resina Natural afirma-se como um aliado na transição para soluções de base florestal. Para facilitar a identificação e presença destas matérias-primas, foi registada a marca Resinae® – Pinaster Natural Resin, assente num sistema inovador de valorização, rastreabilidade e sustentabilidade dos derivados de resina de pinheiro-bravo. Em fase de implementação, a Resinae® identificará produtos provenientes de florestas europeias de pinheiro-bravo geridas de forma sustentável e transformados segundo critérios ambientais e sociais rigorosos. A utilização da marca será regulada por requisitos de adesão aplicáveis a toda a cadeia de valor, desde produtores florestais a indústrias de transformação e mercados utilizadores. O sistema incluirá ainda uma rotulagem diferenciada, que irá identificar a percentagem de Resina Natural de pinheiro-bravo incorporada no produto final (10%, 40%, 70% ou 100%), promovendo transparência e competitividade no mercado. Inicialmente orientada para os setores profissionais, a Resinae® ambiciona chegar ao consumidor final e reforçar a valorização económica da resina de pinheiro-bravo, impulsionando a competitividade do setor português e reduzindo a dependência de alternativas sintéticas. A Resina Natural regressa ao centro da bioeconomia como símbolo de uma transição mais verde, circular e responsável. Entre inovação tecnológica e saber florestal, o trabalho desenvolvido no âmbito do RN21 e a criação da marca Resinae® demonstram que é possível conciliar produtividade, sustentabilidade e valorização territorial. O futuro desta cadeia de valor depende da intervenção integrada e colaborativa, que abranja o território, a floresta e a indústria, criando produtos inovadores, reduzindo a pegada fóssil e projetando a competitividade da economia nacional e europeia, rumo a um modelo económico e social verdadeiramente sustentável. Artigo publicado originalmente em Observador.

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Inaugurada a Academia do Resineiro em Tresminas

Foi inaugurada na passada sexta-feira, no Parque Rural de São Miguel, em Tresminas, a Academia do Resineiro, um novo espaço inteiramente dedicado à capacitação, valorização e desenvolvimento sustentável da atividade da resinagem em Portugal. A iniciativa é promovida pela Resipinus (Associação de Destiladores e Exploradores de Resina) no âmbito do projeto Resina Natural 21, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O objetivo principal do projeto é contribuir para a revitalização do setor da resinagem, reforçando a sua relevância no panorama económico, social e ambiental do país. Segundo a Resipinus, a Academia do Resineiro pretende “promover a profissionalização dos trabalhadores, incentivar boas práticas ambientais e fomentar o reconhecimento da importância económica e social da resina extraída do pinus e outras espécies florestais”. A nova Academia propõe-se a ser um centro de excelência para o setor, com uma atuação focada em quatro eixos fundamentais: Artigo publicado originalmente em Rádio Clube Aguiarense.

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Divulgação da medida I1.M1 “Programa de melhoramento genético para a resinagem”

A medida I1.M1: “Programa de melhoramento genético para a resinagem” inserido no Consórcio RN21, financiado pelo PRR, destina-se a reforçar a capacidade produtiva do pinhal, atuando ao nível da seleção genética de árvores “plus” para a quantidade de resina, através do estabelecimento de pomares clonais produtores de material florestal de reprodução (sementes e garfos) de pinheiro-bravo (Pinus pinaster Ait.) e da criação de uma plataforma para seleção assistida. A seleção genética e a quantificação dos parâmetros genéticos irão ser realizadas com base num ensaio que está a ser instalado no Perímetro Florestal Alva de Pataias, área sobre a gestão do ICNF. Neste ensaio estarão representadas cerca de 420 árvores identificadas nas sete regiões de proveniência do pinheiro-bravo. A reprodução destes indivíduos está a ser realizada por enxertia de fenda cheia terminal, iniciada em 2024 e irá decorrer até ao final do projeto. Os indivíduos com melhor desempenho genético serão posteriormente reproduzidos também por enxertia em pomares produtores de semente, promovendo assim a produção de material de qualidade genética superior. Assista à vídeo-reportagem aqui. Artigo publicado originalmente em INIAV.

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Ciência impulsiona pinheiros-bravos mais produtivos em resina

O Centro PINUS divulga num novo vídeo informativo a nova geração de pinheiros-bravos que está a nascer com o programa de melhoramento genético aplicado à resina. O Projeto RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, marca um ponto de viragem na história da resinagem em Portugal. Da produção florestal à transformação, o propósito deste consórcio integrado pelo Centro PINUS passa por tornar esta prática ancestral, inseparável do pinheiro-bravo, mais eficiente, inovadora e atrativa para a gestão e valorização do pinhal-bravo. Este PINUS TV acompanhou as primeiras etapas do programa nacional de melhoramento genético que promete pinheiros-bravos mais produtivos em resina. As filmagens acompanham as enxertias iniciadas em 2024 para instalação do ensaio clonal. Este realiza-se numa plantação de 6 hectares de pinheiro-bravo situada no Perímetro Florestal Alva de Pataias, área cedida pelo ICNF. As geleiras que chegam ao campo contêm os garfos (ramos) para as enxertias. Estes chegam de várias regiões de proveniência do pinheiro-bravo, onde foram previamente identificadas e selecionadas por uma equipa da ESAC mais de 400 árvores. A investigadora Isabel Carrasquinho explica como a multiplicação destas árvores selecionadas por enxertia irá permitir testar o desempenho dos clones em condições bem definidas e avaliar o ganho genético da produção em resina. A reportagem entrevista ainda um dos técnicos experientes em enxertia da APFCAN que demonstra no vídeo a “arte” de enxertar o pinheiro-bravo, pouco habitual nesta espécie florestal e distinta da realizada no pinheiro-manso. Esta primavera as enxertias continuaram, envoltas numa complexa operação logística coordenada pelo Centro PINUS em articulação com os parceiros, além da divulgação contínua das atividades e evolução deste programa de melhoramento genético. Paralelamente ao ensaio em Alva de Pataias, o DNA extraído das agulhas das árvores selecionadas foi analisado em laboratório pelos investigadores da UTAD. As próximas atualizações sobre este tema promissor para a Fileira do Pinho vão continuar a ser divulgadas nos canais de comunicação do Centro PINUS, a par do programa de melhoramento genético de pinheiro-bravo para o volume e forma, também em desenvolvimento e com a participação desta associação. Artigo publicado originalmente em Sustentix.

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Resinae – Marca de diferenciação e valorização da Resina Natural de Pinheiro-bravo

A Resina Natural tem uma longa tradição em Portugal, tendo sido um recurso de grande importância económica e social ao longo do século XX. Atualmente, Portugal procura revitalizar este setor, promovendo a Resina Natural como um recurso estratégico para a bioeconomia e a sustentabilidade industrial. Assim, a Resinae® – Pinaster Natural Resin surge como um sistema diferenciador e inovador de valorização da Resina Natural, promovendo a qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade dos produtos derivados de resina de pinheiro-bravo (Pinus pinaster). Portugal já esteve entre os principais produtores mundiais de Resina Natural, com uma indústria de primeira e segunda transformação bem desenvolvida, que abastecia tanto o mercado interno como o internacional. No entanto, a globalização e a concorrência de resinas sintéticas e importadas, especialmente da China e do Brasil, levaram a uma redução significativa da produção nacional. Atualmente, Portugal procura revitalizar este setor, promovendo a Resina Natural como um recurso estratégico para a bioeconomia e a sustentabilidade industrial. Esta revitalização passa não só pela modernização da atividade resineira, mas também pelo desenvolvimento de novas tecnologias de extração e pela diferenciação dos produtos derivados da resina portuguesa, garantindo maior valor acrescentado e competitividade nos mercados globais. Assim, a Resinae® – Pinaster Natural Resin surge como um sistema diferenciador e inovador de valorização da Resina Natural, promovendo a qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade dos produtos derivados de resina de pinheiro-bravo (Pinus pinaster). Desenvolvida no contexto do Projeto Integrado RN21, esta marca visa fortalecer a identidade da Resina Natural de pinheiro-bravo assegurando a sua valorização no mercado global e impulsionando práticas de economia circular e de inovação tecnológica. Assente num compromisso com a sustentabilidade e a inovação, a Resinae® garante que os produtos que adotam esta marca, cumprem rigorosos critérios ambientais e sociais, assegurando transparência e confiança ao longo de toda a cadeia de valor. A Resinae® é uma marca registada que autentica produtos derivados de Resina Natural de Pinus pinaster com origem na Europa, assegurando que provêm de florestas geridas de forma sustentável e que a sua transformação segue processos industriais responsáveis, alinhados com requisitos ambientais exigentes e elevados padrões de responsabilidade social. A sua implementação está integrada nos princípios da bioeconomia circular e reforçada pela certificação internacional (FSC® e/ou PEFC), garantindo que a produção florestal cumpre práticas de gestão sustentável. No setor industrial, a rastreabilidade é assegurada pelo sistema de cadeia de custódia, controlando todas as etapas de transformação e comercialização para garantir que os produtos finais provêm de fontes certificadas. Para assegurar o cumprimento destes critérios, a utilização da marca Resinae® está regulada pelo seu Regulamento de Utilização da Marca, que define os requisitos de adesão para os diferentes intervenientes na cadeia de valor, abrangendo produtores florestais, indústrias de transformação e mercados que incorporem derivados de Resina Natural nos seus produtos. Para além do referido, a marca introduz um sistema de rotulagem que identifica a percentagem de Resina Natural de Pinus pinaster incorporada no produto final, dividindo-se em quatro categorias: 10%, 40%, 70% e 100%, correspondendo à respetiva percentagem mínima de resina natural presente no produto. Esta categorização permite, para além de uma maior transparência para o consumidor, promover a diferenciação dos produtos à base de Resina Natural no mercado. A aposta na rastreabilidade visa reforçar a confiança dos consumidores e parceiros comerciais, elevando o valor dos produtos Resinae® no mercado global. Esta abordagem impulsiona a inovação na fileira da resina, promovendo o desenvolvimento de métodos de resinagem mais eficientes e sustentáveis, bem como, a valorização de resíduos industriais para a criação de novos produtos. Entre as aplicações inovadoras destacam-se bioplásticos e embalagens ecológicas como alternativas sustentáveis aos polímeros de origem fóssil, adesivos biopoliméricos para a indústria química e de colas, bioativos e excipientes naturais para os setores farmacêutico e cosmético, e materiais de base biológica para as indústrias automóvel e têxtil, reduzindo a pegada ambiental (…). Artigo publicado originalmente em Voz do Campo.

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Pampilhosa da Serra: Especialistas analisam cadeia de valor da Resina Natural

Empresários, produtores, investigadores e representantes institucionais, estiveram hoje reunidos em Pampilhosa da Serra, no âmbito do evento Resinae Ignite, promovido pelo Projeto Integrado RN21, com o intuito de explorar todos os elos da cadeia de valor do setor da resina natural. Marcou presença na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio, que salientou “a pertinência da iniciativa”, destacando que “é importantíssimo voltar a colocar o foco nesta atividade e trabalhar em colaboração com os agentes e produtores locais, que continuam a ter um papel ativo no desenvolvimento da região. O sucesso da resina e da fileira florestal é seguramente o sucesso destes territórios do interior”, completou. O evento, que se assumiu como um catalisador de novas ideias e iniciativas no setor, ficou marcado pelo lançamento oficial da marca “Resinae”, um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental, que pretende destacar a resina natural de Pinus Pinaster no mercado global como um produto de excelência. O programa incluiu intervenções e debates sobre práticas sustentáveis, inovação na produção, transformação e expansão para novos mercados, promovendo um diálogo construtivo em torno de soluções viáveis e sustentáveis. Pedro Teixeira (Associação Centro Pinus), Marco Ribeiro (Associação de destiladores e exploradores Resipinus), Ricardo Gomes (empresa Nares), Pedro Gil (Gum Rosin), João Koehler (empresa Colquímica), Jávier Calvo (empresa Cesefor), foram os protagonistas das sessões temáticas. Os trabalhos continuaram com o debate sobre “A cadeia de valor da resina natural”, “Sustentabilidade económica da resinagem” e “Desafios e oportunidades”, com a participação de Rogério Rodrigues e Joana Vieira, ambos do CoLAB ForesWISE e ainda de Miguel Freitas, da Universidade do Algarve. A apresentação da marca “Resinae”, ficou a cargo de Jani Pires e de Juliana Salvação, do CoLAB ForestWISE. Recorde-se que o Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional -, liderado pelo CoLAB ForestWISE, é um consórcio que reúne toda a cadeia de valor da resina natural em Portugal. O projeto aposta na modernização e revitalização do setor, valorizando a resina como um produto ecológico com vasto potencial de aplicação no mercado global. O CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, é um organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Artigo publicado originalmente em Rádio Condestável.

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Cadeia de valor da resina natural analisada por especialistas em Pampilhosa da Serra

Empresários, produtores, investigadores e representantes institucionais, estiveram ontem reunidos em Pampilhosa da Serra, no âmbito do evento Resinae Ignite, promovido pelo Projeto Integrado RN21, com o intuito de explorar todos os elos da cadeia de valor do sector da resina natural. Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio, salientou a pertinência da iniciativa, destacando que “é importantíssimo voltar a colocar o foco nesta actividade e trabalhar em colaboração com os agentes e produtores locais, que continuam a ter um papel activo no desenvolvimento da região”. “O sucesso da resina e da fileira florestal é seguramente o sucesso destes territórios do interior”, completou. O evento, que se assumiu como um catalisador de novas ideias e iniciativas no sector, ficou marcado pelo lançamento oficial da marca “Resinae”, um símbolo de qualidade,rastreabilidade e compromisso ambiental, que pretende destacar a resina natural de Pinus Pinaster no mercado global como um produto de excelência. O programa incluiu intervenções e debates sobre práticas sustentáveis, inovação na produção, transformação e expansão para novos mercados, promovendo um diálogo construtivo em torno de soluções viáveis e sustentáveis. Pedro Teixeira (Associação Centro Pinus), Marco Ribeiro (Associação de destiladores e exploradores Resipinus), Ricardo Gomes (empresa Nares), Pedro Gil (Gum Rosin), João Koehler (empresa Colquímica), Jávier Calvo (empresa Cesefor), foram os protagonistas das sessões temáticas. Os trabalhos continuaram com o debate sobre “A cadeia de valor da resina natural”, “Sustentabilidade económica da resinagem” e “Desafios e oportunidades”, com aparticipação de Rogério Rodrigues e Joana Vieira, ambos do CoLAB ForesWISE e ainda de Miguel Freitas, da Universidade do Algarve. A apresentação da marca “Resinae”, coube a Jani Pires e Juliana Salvação, do CoLAB ForestWISE. Recorde-se que o Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional -, liderado pelo CoLAB ForestWISE, é um consórcio que reúne toda a cadeia de valor da resina natural em Portugal. O projeto aposta na modernização e revitalização do sector, valorizando a resina como um produto ecológico com vasto potencial de aplicação no mercado global. O CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, é um organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Saiba mais aqui

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