Joana Rodrigues

RN21

Resina natural: quando a floresta gera valor para os territórios

A revitalização da fileira da Resina Natural em Portugal está a transformar a relação entre a floresta, o território e as pessoas. O Projeto Integrado RN21 trouxe inovação, novos produtos, emprego qualificado e mecanismos de valorização que reforçam a coesão territorial e projetam esta matéria-prima como pilar da bioeconomia nacional. A Resina Natural, extraída sobretudo do pinheiro-bravo, é um recurso 100% renovável e biodegradável, capaz de substituir derivados fósseis numa vasta gama de aplicações industriais. Mas o seu valor ultrapassa a dimensão ambiental e representa hoje uma oportunidade real para dinamizar zonas rurais e fortalecer a ligação das comunidades à floresta. O Projeto Integrado RN21, cofinanciado pelo PRR e liderado pelo CoLAB ForestWISE, reúne 36 parceiros para modernizar toda a cadeia de valor, desde a produção florestal à transformação industrial. Entre os avanços mais relevantes destaca-se o programa de melhoramento genético, que permitiu identificar árvores mais produtivas, e o novo sistema mecanizado de resinagem, que reduz o esforço físico dos resineiros e eleva a qualidade da resina recolhida. Estes progressos tecnológicos reforçam a sustentabilidade do setor e tornam a atividade mais atrativa para novos profissionais. A presença regular dos resineiros na floresta tem impactos diretos na proteção do território. Para além da extração da resina, que aumenta em 30% os rendimentos do pinhal, estes trabalhadores contribuem para a gestão da floresta e para a deteção precoce de incêndios, desempenhando, assim, um papel essencial na valorização e defesa destas áreas florestais. A atividade gera emprego local, fixa população e fortalece economias de áreas rurais e regiões do interior, onde a relação entre a floresta e a comunidade é estrutural. Na indústria, o RN21 impulsionou a robotização, a digitalização e o desenvolvimento de novos derivados de resina com aplicações em setores tão distintos como o alimentar, o calçado, o automóvel e o têxtil. A criação de novos biopolímeros com integração de derivados de Resina Natural, substituindo produtos fósseis, demonstrou elevada performance e abriu portas a produtos mais sustentáveis e competitivos. Estes resultados provam que a Resina Natural pode responder a mercados exigentes e aumentar a autonomia industrial do nosso país, com uma estratégia de valorização da floresta de pinheiro-bravo. Para fortalecer esta evolução, foi criada a marca Resinae® – Pinaster Natural Resin, orientada para a promoção de produtos que incorporem uma matéria-prima renovável, proveniente de florestas bem geridas, que garantam a sustentabilidade ambiental, social e económica, assente em sistemas de certificação internacionalmente reconhecidos. Baseada num sistema próprio de rastreabilidade, a marca identifica de forma clara a percentagem de incorporação de Resina Natural (10%, 40%, 70% ou 100%), assegura autenticidade, reforça a confiança do mercado e valoriza produtores e indústria nacional. A trajetória recente mostra que a Resina Natural é um instrumento de desenvolvimento equilibrado, capaz de unir inovação tecnológica, gestão ativa do território e saber tradicional. Com o impulso do RN21, Portugal recupera uma atividade histórica e projeta-a para o futuro, aproximando a floresta das pessoas, com a criação de valor económico, social e ambiental de forma integrada. Artigo publicado originalmente em GreenSavers.

Resina natural: quando a floresta gera valor para os territórios Read More »

RN21

Um mundo melhor com Resina Natural

Matéria-prima de origem “bio” pode ser o melhor substituto das resinas de origem fóssil na indústria alimentar, automóvel, têxtil e de calçado. Graças à inovação portuguesa A Resina Natural portuguesa está a conquistar um papel de destaque graças à sua versatilidade e ao impulso da inovação promovida pelo Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, cofinanciado pelo PRR, que reúne 36 parceiros sob a liderança do CoLAB ForestWISE. A sustentabilidade, a descarbonização industrial e a criação de novos produtos são as bandeiras desta nova etapa da fileira da Resina Natural, especialmente no contexto da bioeconomia. Extraída predominantemente do pinheiro-bravo das regiões Norte e Centro, a Resina Natural é o ponto de partida para dezenas de produtos industriais, com valor acrescentado, substituindo alternativas de origem fóssil e respondendo à crescente exigência por soluções mais ecológicas. ENTRE OS PRINCIPAIS SETORES E PRODUTOS INOVADORES QUE INTEGRAM DERIVADOS DE RESINA NATURAL DESTACAM-SE: Indústria alimentar e agrícola: Filmes para embalagens que prolongam a frescura de alimentos e biopolímeros para proteção agrícola, reforçando a sustentabilidade na conservação e na produção agrícola. Setor automóvel: Componentes injetados para interiores automóveis, contribuindo para a redução da pegada de carbono do setor pela substituição de plásticos convencionais por biopolímeros derivados da resina. Calçado: Biopolímeros para solas, novas colas e adesivos, proporcionando maior durabilidade e performance nos produtos, ao mesmo tempo que diminuem a dependência de componentes petroquímicos. Têxtil e vestuário: Desde fibras produzidas com biopolímeros aditivados com resina até mordentes naturais para tinturaria, a resina ganha destaque também na produção de couros sintéticos de elevado valor estético e comercial. Mas existem outros setores onde a Resina Natural já é uma realidade: Tintas, vernizes e borrachas: Indústria tradicionalmente dependente da resina, podendo vir a contar com a integração de produtos certificados e rastreáveis, que potenciam a circularidade dos materiais. Ceras depilatórias e perfumaria: Produtos que beneficiam da pureza e biocompatibilidade dos derivados da Resina Natural e que podem contribuir para a boa gestão florestal dos nossos pinhais! INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE O Projeto RN21 criou novas soluções, nomeadamente biopolímeros que integram entre 5% e 30% de derivados de Resina Natural, impulsionando o desenvolvimento de produtos mais amigos do ambiente, e outras soluções biobased de maior valor acrescentado. A marca Resinae® surge como símbolo deste compromisso, pensada para ser um sistema diferenciado e inovador de valorização da Resina Natural, promovendo qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade em produtos derivados de Resina Natural de pinheiro-bravo. A Resina Natural regressa assim como matéria-prima central da bioeconomia, agregando valor à floresta, aos territórios rurais e à indústria nacional, ao mesmo tempo que contribui para as metas de descarbonização industrial e revitalização do mundo rural. Saiba mais aqui

Um mundo melhor com Resina Natural Read More »

RN21

Resina Natural, a matéria-prima que nasce no pinhal

A Resina Natural, um recurso natural sustentável proveniente do pinhal, gera valor e promove a gestão florestal, promovendo a coesão territorial e a indústria. A espécie pinheiro-bravo (Pinus pinaster) é a principal produtora, e a sua transformação industrial gera inúmeros produtos e utilizações que usamos diariamente. Da floresta ao nosso dia-a-dia: Natural, renovável e biodegradável, a resina do pinheiro-bravo é um recurso que substitui derivados fósseis e responde aos objetivos de sustentabilidade e neutralidade carbónica. Está presente nos livros que folheamos, em embalagens de alimentos, em ambientadores, ceras depilatórias, refrigerantes, pastilhas elásticas, pneus e até possibilitando que o arco do violino emita um som de qualidade. Uma matéria-prima discreta, presente no nosso quotidiano e que fortalece a nossa bioeconomia. Floresta cuidada, riscos reduzidos: A resinagem possibilita maior rentabilidade na gestão das florestas de pinheiro-bravo, promovendo a gestão florestal. Por sua vez, a resinagem implica o trabalho de resineiros nas áreas florestais, principalmente nos meses mais quentes, reduzindo a carga combustível e vigiando ativamente as áreas onde trabalham, com direta influência na redução do risco de incêndio e na proteção contra pragas e doenças. Uma floresta bem gerida é uma floresta defendida. Floresta–território–pessoas, quando todos ganham: Quando se promove a gestão florestal dos pinhais, para além da madeira podemos aproveitar a resina, aumentando o rendimento para os proprietários; quando a floresta é gerida e cuidada, o território torna-se mais resiliente aos incêndios; quando aproveitamos a resina natural, possibilitamos a criação de emprego nas áreas rurais e nas indústrias onde se processa a sua transformação. Este é o motor do Projeto RN21: transformar conhecimento em valor real, inovando e atuando na floresta e nas empresas, com impacto na economia e nas comunidades. Um projeto para inovar e olhar o futuro: O Projeto Integrado RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE, envolve 36 parceiros e está a modernizar toda a fileira da Resina Natural no nosso país, com impacto em diferentes mercados. Os objetivos passam por reforçar a resiliência económica desta cadeia de valor, contribuir para a neutralidade carbónica, reforçar a coesão territorial e apoiar a investigação aplicada para desenvolver novos produtos e mercados, transformando conhecimento em soluções concretas. O Paulo Fragoso conversou na Renascença com Rogério Rodrigues, Diretor do Projeto RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE: Recorde aqui a conversa de Paulo Fragoso com Rogério Rodrigues Resultados que permanecem no território: Para melhorar e profissionalizar a atividade dos resineiros, o Projeto RN21 atua com várias inovações ao nível das técnicas utilizadas na resinagem e dinamiza a Academia do Resineiro, com formações que desenvolvem competências técnicas e segurança, tornando este trabalho mais atrativo para novos resineiros. Uma atuação direta na coesão territorial que tanto necessitamos, gerando mais oportunidades e permitindo a fixação de pessoas no interior. Para que serve a resina: Tudo começa no pinhal. Os resineiros extraem a resina do pinheiro. Nas indústrias de primeira transformação, desenvolve-se a destilação que separa a colofónia (sólida) e a aguarrás (líquida). Seguem-se novas intervenções nas empresas de segunda transformação, que geram inúmeros derivados, que são utilizados na formulação de adesivos, tintas e vernizes, solventes, fragrâncias e bioplásticos. Indústria e inovação: do pinhal à fábrica: As inovações promovidas no Projeto RN21 convertem a colofónia e a aguarrás em novas soluções. No setor automóvel, atuam como biopolímeros técnicos utilizados em portas e tabliers, mantendo o desempenho e reduzindo a dependência de matérias fósseis. No setor do calçado, são usados em adesivos e outros componentes de base biológica. No setor das embalagens, são usadas em filmes e em várias formulações que aliam qualidade e sustentabilidade. Por último, no setor dos têxteis, permitem a criação de tecidos mais sustentáveis. Sustentabilidade em ação: O RN21 promove o desenvolvimento de processos industriais mais eficientes na utilização da energia e água, assim como a digitalização e instalação de equipamentos industriais para a criação de novas formulações que substituem a utilização de produtos fosseis. A marca resinae® traz valor e reconhecimento à Resina Natural de Pinus pinaster com origem na Europa, reforçando o compromisso de toda a cadeia de valor com os mais elevados padrões de qualidade e sustentabilidade RESINAE®, confiança que se lê no rótulo: A marca RESINAE® – Pinaster Natural Resin – introduz valor e reconhecimento da nossa Resina Natural, reforçando o compromisso de toda a cadeia de valor com os mais elevados padrões de qualidade e sustentabilidade. O modelo assenta em critérios ambientais e sociais (FSC/PEFC) e utiliza uma rotulagem, que possibilita diferentes percentagens de incorporação de resina (10%, 40%, 70% ou 100%). Como reconhecer e apoiar esta fileira: Acompanhe a evolução dos pilotos RESINAE®. À medida que as provas de conceito passarem a produtos comerciais, será possível identificar produtos que utilizem a resina natural. Com escolhas informadas, pode apoiar quem está no terreno a construir um futuro mais sustentável para todos. Algumas curiosidades… Sabia que a Resina Natural é uma matéria-prima que acompanha a civilização desde o Antigo Egito, onde era usada no processo de mumificação? Em Portugal, é referida documentalmente desde o século XV, tendo sido crucial para calafetar embarcações na exploração marítima. Nos anos 70 do século passado, o nosso país chegou a ser o 3.º maior produtor mundial de resina; hoje a recuperação faz-se com inovação, qualificação e incorporação em novos mercados, através de iniciativas estruturadas como o Projeto RN21. Produzir e usar Resina Natural em Portugal aumenta a sustentabilidade, substitui alternativas fósseis e reduz a pegada ecológica em inúmeros produtos. Artigo publicado originalmente em Rádio Renascença.

Resina Natural, a matéria-prima que nasce no pinhal Read More »

RN21

Resinae®: valorização sustentável da Resina Natural Portuguesa

A Resinae® – Pinaster Natural Resin representa a inovação e sustentabilidade na valorização da Resina Natural de pinheiro-bravo. Esta marca reforça o papel de Portugal como referência na bioeconomia e nos produtos de origem natural. A marca Resinae® – Pinaster Natural Resin promove a valorização da Resina Natural de pinheiro-bravo. Desta forma, reforça-se a sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade deste recurso estratégico para a bioeconomia portuguesa. Integrada no Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a Resinae® autentica produtos derivados de Resina Natural Pinus pinaster (com origem na Europa) e está certificada pelos sistemas internacionais FSC®/PEFC que garantem práticas de gestão sustentáveis. Desta forma. são cumpridos os objetivos de estimular a inovação industrial e posiciona Portugal como referência global na resina natural ecológica. Artigo publicado originalmente em TSF.

Resinae®: valorização sustentável da Resina Natural Portuguesa Read More »

RN21

A Nova Era da Resina Natural

Da floresta até nós, a Resina Natural assume um papel central na transição para uma bioeconomia sustentável. Quando lê um livro, come uma pastilha elástica, coloca um perfume ou conduz o seu carro, provavelmente não imagina que um único elemento natural pode estar presente em todos esses produtos: a Resina Natural.Discreta, mas versátil, esta matéria-prima é essencial para inúmeros setores, das colas aos pneus, das tintas aos cosméticos, dos adesivos a novas formulações que integram vários artigos do setor têxtil, calçado, alimentar e automóvel, a Resina Natural está a conquistar um novo protagonismo na era da bioeconomia. A ligação de Portugal à Resina Natural é histórica. Durante os Descobrimentos, foi indispensável para calafetar embarcações e, no século XX, assumiu grande importância económica e social, colocando o país como o terceiro maior produtor mundial. Com o tempo, a concorrência de países como o Brasil e a China, entre outras contingências económicas e sociais, levaram ao declínio da produção nacional, no entanto, o seu potencial nunca deixou de ser reconhecido.  O que é a Resina Natural? A Resina Natural é um produto biológico extraído do pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e de outras espécies de pinheiro. É um recurso 100% natural, renovável e biodegradável, com propriedades únicas que permitem substituir derivados do petróleo em diversas aplicações industriais. O processo de produção de resina passa por quatro fases: 1 – Extração: feita por resineiros, diretamente do tronco do pinheiro; 2 – Primeira transformação: a resina é destilada e filtrada, originando dois produtos principais: colofónia (sólido) e aguarrás (líquido); 3 – Segunda transformação: a colofónia e a aguarrás são processadas em fábricas, dando origem a novos derivados. 4 – Aplicações industriais: os derivados resultantes são integrados na elaboração de inúmeros produtos do quotidiano, como borrachas técnicas, tintas, ceras depilatórias e adesivos. Recentemente, a fileira da Resina Natural, foi selecionada, juntamente com o setor Têxtil e Vestuário e o setor do Calçado e da Marroquinaria, para financiamento na Componente C12 – Bioeconomia Sustentável, do Plano de Recuperação e Resiliência Português, face ao reconhecimento do valor estratégico destes setores. O reconhecimento desta matéria-prima, a Resina Natural, assenta não só na sua versatilidade e capacidade de substituir recursos fósseis, mas também na sua dimensão social e económica para as regiões do interior. A extração da resina de pinheiro-bravo, atualmente a terceira espécie florestal mais frequente em Portugal, cria emprego, gera rendimento local e contribui para a coesão territorial. Os resineiros, trabalhadores que extraem a resina de forma sustentável, são uma presença regular na floresta, desempenhando um papel relevante na gestão florestal, em particular, na limpeza de matos e na deteção precoce de incêndios florestais. O Projeto Integrado RN21, veio revitalizar e modernizar o setor ao longo de toda a sua cadeia de valor. Na produção florestal, o projeto lançou um programa de melhoramento genético para criar árvores com maior produtividade de resina e desenvolveu um novo método de resinagem mecanizado, que reduz o esforço físico dos resineiros e origina uma resina mais limpa e de melhor qualidade. Em paralelo, foi criado um programa de formação para a capacitação de novos profissionais para esta atividade. O impacto do RN21 estende-se à indústria transformadora, promovendo a robotização, digitalização e eficiência dos processos. À modernização tecnológica juntou-se a criação de novos produtos disruptivos, que abriram portas a mercados antes dominados por derivados de petróleo. A versatilidade da Resina Natural ficou patente nos resultados alcançados em diferentes setores industriais, onde biopolímeros desenvolvidos com integração de 5 a 30% de derivados de resina foram utilizados para as seguintes aplicações: Os resultados do RN21 comprovam, de forma inequívoca, o valor desta matéria-prima natural e sustentável para a indústria portuguesa. Num contexto global de consumidores mais conscientes e setores cada vez mais exigentes, a Resina Natural afirma-se como um aliado na transição para soluções de base florestal. Para facilitar a identificação e presença destas matérias-primas, foi registada a marca Resinae® – Pinaster Natural Resin, assente num sistema inovador de valorização, rastreabilidade e sustentabilidade dos derivados de resina de pinheiro-bravo. Em fase de implementação, a Resinae® identificará produtos provenientes de florestas europeias de pinheiro-bravo geridas de forma sustentável e transformados segundo critérios ambientais e sociais rigorosos. A utilização da marca será regulada por requisitos de adesão aplicáveis a toda a cadeia de valor, desde produtores florestais a indústrias de transformação e mercados utilizadores. O sistema incluirá ainda uma rotulagem diferenciada, que irá identificar a percentagem de Resina Natural de pinheiro-bravo incorporada no produto final (10%, 40%, 70% ou 100%), promovendo transparência e competitividade no mercado. Inicialmente orientada para os setores profissionais, a Resinae® ambiciona chegar ao consumidor final e reforçar a valorização económica da resina de pinheiro-bravo, impulsionando a competitividade do setor português e reduzindo a dependência de alternativas sintéticas. A Resina Natural regressa ao centro da bioeconomia como símbolo de uma transição mais verde, circular e responsável. Entre inovação tecnológica e saber florestal, o trabalho desenvolvido no âmbito do RN21 e a criação da marca Resinae® demonstram que é possível conciliar produtividade, sustentabilidade e valorização territorial. O futuro desta cadeia de valor depende da intervenção integrada e colaborativa, que abranja o território, a floresta e a indústria, criando produtos inovadores, reduzindo a pegada fóssil e projetando a competitividade da economia nacional e europeia, rumo a um modelo económico e social verdadeiramente sustentável. Artigo publicado originalmente em Observador.

A Nova Era da Resina Natural Read More »

RN21

ICNF apresenta resultados do projeto de resinagem na Mata Nacional do Escaroupim

Salvaterra de Magos, 2 de dezembro de 2024 (Mais Ribatejo) – O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai apresentar os resultados do projeto de resinagem desenvolvido no talhão 17 da Mata Nacional do Escaroupim, numa sessão que decorrerá no próximo dia 5 de dezembro, às 10h00, no Auditório do Edifício do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos. Iniciativa com foco na conservação genética do pinheiro-bravo O projeto, integrado no programa de investigação PDR2020-785-063761, tem como objetivo a conservação e o melhoramento dos recursos genéticos do pinheiro-bravo (Pinus pinaster Ait.). Coordenado pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), em colaboração com o ICNF, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), o Centro PINUS e a Faculdade de Ciências, o estudo desenvolveu ensaios de resinagem em clones para identificar os melhores indivíduos com vista à produção de resina de alta qualidade. Os resultados obtidos incluem a submissão ao Catálogo Nacional dos Materiais de Base do pomar de elite de pinheiro-bravo, o que permitirá disponibilizar sementes de elevada qualidade genética para arborização. Esta ação insere-se no âmbito do programa PRR-Resina Natural RN21, que visa fortalecer a produção sustentável de resina em Portugal. Histórico e relevância da Mata Nacional do Escaroupim Administrada inicialmente pela Montaria Mor do Reino, a Mata Nacional do Escaroupim integra a administração pública desde 1836. Atualmente, ocupa uma área de 438 hectares, sendo arborizada em 346 hectares com predominância de pinheiro-manso (32%), pinheiro-bravo (20%) e eucalipto (7%). Além da produção de material lenhoso e fruto, a mata inclui áreas destinadas a investigação florestal, melhoramento e conservação de recursos genéticos de espécies como o pinheiro-bravo, pinheiro-manso, eucalipto e ulmeiro. Destaca-se também o Arboreto, criado em 1953, que é considerado o mais importante fora da Austrália, com 126 espécies de eucalipto cuja folhagem é utilizada na alimentação dos coalas do Jardim Zoológico de Lisboa. Sessão com participação de especialistas A sessão será conduzida por Paula Soares, professora auxiliar do Instituto Superior de Agronomia, com a presença de Rui Pombo, Diretor Regional da Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo, e Isabel Carrasquinho, do INIAV. A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, devido à lotação limitada da sala. Os interessados devem inscrever-se enviando um e-mail para drcnf.lvt@icnf.pt. Impacto na sustentabilidade florestal Com este projeto, o ICNF reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade florestal, demonstrando como a investigação aplicada pode contribuir para a gestão sustentável dos recursos naturais no território nacional. Saiba mais aqui

ICNF apresenta resultados do projeto de resinagem na Mata Nacional do Escaroupim Read More »

RN21

Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto Integrado RN21 reuniu para apresentação dos resultados de cada medida e análise de temas de agenda

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Projeto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu no dia 28 de fevereiro, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo. A abrir a sessão esteve o Vereador do Executivo Municipal da Mealhada, Ricardo Santos, o Diretor do Projeto, Rogério Rodrigues, e o CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, que reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”. Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III). A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objetivo desenvolver uma Academia capacitada para formar profissionais de extração de resina. Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais. Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®. Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projeto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto. A reunião contou com a participação dos membros do Conselho Consultivo, composto por três personalidades externas de mérito reconhecido e independentes, que reunirá anualmente para se pronunciar sobre as atividades desenvolvidas, propor medidas corretivas e promover parcerias. Do Conselho Consultivo fazem parte Aida Rodrigues Garcia, atualmente coordenadora de vários projetos relacionados com produtos florestais não lenhosos; Álvaro Picardo, Coordenador Técnico do projeto SMURF Horizont Europe, sobre “Modelos de Gestão Sustentável e Cadeias de Valor para as Florestas”; e Rui Miguel Rosmaninho, Diretor do Departamento de Gestão de Áreas Públicas Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP. Saiba mais aqui

Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto Integrado RN21 reuniu para apresentação dos resultados de cada medida e análise de temas de agenda Read More »

RN21

Resina Natural: uma matéria-prima chave para a Bioeconomia Sustentável

Se inicialmente a resina era obtida através da queima de madeira, atualmente é recolhida de árvores vivas, por métodos pouco invasivos, que asseguram vitalidade da árvore. São bem presentes as memórias de pinhais resinados com o tradicional púcaro de barro ou, mais recentemente, com púcaros de plástico ou sacos de plástico. A Resina Natural e a resinagem fazem parte da memória coletiva do povo português. A resina é um produto natural, produzido pelas coníferas como substância de defesa e proteção contra infeções. É um líquido viscoso, transparente, com forte odor a pinho e forte carácter adesivo. O seu uso pelo homem remonta à Antiguidade, havendo vestígios da sua utilização no processo de mumificação no Antigo Egito. Em Portugal, o registo do uso de resina natural remonta ao séc. XV, tendo sido utilizada na calafetação das naus utilizadas na exploração marítima portuguesa. A utilização de Resina Natural e dos seus derivados sofreu alterações profundas ao longo do tempo, que refletem as melhorias associadas ao processo de extração e ao desenvolvimento tecnológico e industrial. A modernização do processo de colheita da resina, aliado à vasta floresta de pinho e ao incentivo à resinagem, levaram, em meados do século passado, ao aumento exponencial da extração de Resina Natural em Portugal. Na campanha de 1974/75, Portugal foi o segundo produtor mundial de resina, atingindo o máximo histórico de 140.000 Ton/ano. Contudo, a entrada no mercado de novos países produtores de resina a praticar preços mais competitivos, levou à descida de preço desta matéria-prima. A diminuição de preço, associada aos incêndios florestais e à consequente diminuição da floresta de pinho, levou ao abandono progressivo desta atividade. Atualmente, Portugal produz cerca de 5000 toneladas de Resina Natural por ano. O aumento da produção de Resina Natural nos anos 70 e 80 motivou a indústria portuguesa a valorizar esta matéria-prima, tendo surgido, por essa altura, as primeiras indústrias de segunda transformação. Apesar da diminuição de produção, a indústria de segunda transformação da resina natural portuguesa permaneceu competitiva, destacando-se a nível mundial. A tradição associada a esta atividade florestal, assim como, a inovação da indústria de transformação da Resina Natural e o potencial desta matéria-prima natural e sustentável, contribuíram para que a fileira da Resina Natural fosse identificada na Componente 12 – Bioeconomia Sustentável, do Plano de Recuperação e Resiliência, juntamente com a Indústria do Têxtil e do Vestuário e a Indústria do Calçado, como um setor chave para a promoção da transição climática. (…) Saiba mais aqui

Resina Natural: uma matéria-prima chave para a Bioeconomia Sustentável Read More »

RN21

Pinheiros da Isna dão mais resina por bica

Os resultados preliminares do estudo que está a ser desenvolvido na freguesia da Isna sobre a extração de resina, demonstram que os 60 pinheiros avaliados neste primeiro ano de exploração dão mais resina do que a média nacional. Quem o afirma é Marco Ribeiro, presidente da Resipinus – Associação de Destiladores e Exploradores de Resina e responsável pela Raízes In, entidade parceira neste projeto de investigação. Aquele responsável, citado em nota enviada ao Oleiros Magazine, pela autarquia, revela que a resina extraída de forma tradicional em cada um dos 60 pinheiros bravos “ultrapassou o valor da média nacional de produção que se situa em cerca de um quilo e meio por bica, no primeiro ano de exploração. Na Isna, foram retirados os sacos e pesada a resina tendo cada pinheiro originado valores que rondam dois quilos desta matéria”. Estes dados abrem boas perspectivas para uma possível exploração de resina no concelho de Oleiros. O estudo faz parte de um projeto desenvolvido desde abril por um consórcio constituído por 37 entidades, liderado pelo CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, sendo a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em conjunto com a empresa Raízes In, responsável científica. Tal como referimos em primeira mão, este projeto que no terreno está a ser implementado por um engenheiro florestal e dois resineiros da freguesia da Isna, pretende aperfeiçoar também as técnicas de exploração de resina. Daí que na segunda campanha, que se iniciará em março de 2024, seja dada continuidade à extração de resina em modo tradicional nos mesmos 60 pinheiros, mas também recorrendo a novas formas de extração de resina, utilizando, por um lado, um sistema fechado que pretende aumentar a qualidade da resina obtida e por outro, utilizando novos estimulantes biológicos que aumentem a sua produção. “Temos a estimativa que numa segunda campanha aumente a produção entre 30 a 40%. Assim, é de esperar que os valores obtidos na Isna sejam ainda mais satisfatórios no próximo ano”, explica Marco Ribeiro, na mesma nota e referindo-se à extração tradicional. Recorde-se que o concelho de Oleiros foi dos principais produtores de resina do país, tendo mesmo uma fábrica de transformação do produto. Miguel Marques, em nota enviada ao nosso jornal, considera que os primeiros dados acabam por “não nos surpreender. Temos a plena consciência do potencial desta mancha de pinheiros bravos e o que ela pode representar, em rendimento, para os proprietários. Ficamos muito satisfeitos com os bons dados obtidos e esperamos que assim continue. Será um grande desafio e uma oportunidade para muitos proprietários que a floresta volte a gerar rendimento para se tornar sustentável”, diz.Portugal chegou mesmo a ser líder mundial da produção de resina. Estávamos nos anos 80 do século XX. No entanto, no final da década de 90, essa atividade foi diminuindo. Por sua vez, há 50 anos, o distrito de Castelo Branco produzia um décimo do total de resina entrada nas fábricas de destilação em Portugal e gerava uma receita anual muito significativa. Agora o país parece quer apostar num setor que já foi importante. No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foram anunciados para o setor da resina uma verba que ascende aos 33 milhões de euros. Segundo a tutela, 17,5 milhões serão aplicados num projeto integrado que visa o fomento da resina natural, o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados; enquanto que 15,5 milhões de euros serão destinados a iniciativas de gestão florestal e apoio à resinagem na fileira da Resina Natural”. Este projeto de ensaios integra o Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional e é cofinanciado pelo Fundo Ambiental através da Componente 12 – Promoção da Bioeconomia Sustentável dos fundos europeus atribuídos a Portugal pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A par de Oleiros, estão a decorrer ensaios em parcelas de pinhal em Vila Pouca de Aguiar, Nazaré, Cantanhede e Amareleja. Saiba mais aqui

Pinheiros da Isna dão mais resina por bica Read More »