Andrew Fernandes

RN21

Setor da resina vai reunir especialistas na Pampilhosa da Serra

Evento “Resinae Ignite” inclui o lançamento oficial da marca “Resinae”, uma “referência de excelência” no mercado global A Pampilhosa da Serra foi o local escolhido para o encontro de especialistas, empresários, produtores e investigadores associados à produção de resina natural. Um evento promovido pelo Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a realizar na próxima segunda-feira, dia 27, durante o qual se vai assistir ao lançamento oficial da marca “Resinae”. Uma marca apresentada co­mo «um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental», criada com o objetivo de valorizar a resina natural de Pinus Pinaster, que «pretende reforçar a posição do setor e impulsionar a resina natural para um patamar de competitividade que responda às exigências de um mercado cada vez mais focado na sustentabilidade», refere uma nota do CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Organismo no seio do qual foi criado o RN21, consórcio que reúne toda a cadeia de valor do setor da resina natural em Portugal e que aposta na modernização e revitalização desta atividade, considerada uma mais tradicionais da economia nacional, através da valorização da resina natural enquanto produto “bio” e «potenciando as grandes possibilidades da sua aplicação no mercado». O encontro, a realizar no Edifício Monsenhor Nunes Pereira, durante toda a tarde, conta com a participação de especialistas na área, empresários, produtores e representantes institucionais, que «irão partilhar as suas perspetivas sobre os desafios e as oportunidades do setor, promovendo um diálogo construtivo que fomente o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis». A sessão de abertura, marcada para as 14h15, conta com as intervenções de Carlos Fonseca, do CoLAB ForestWISE, de Jorge Custódio, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, e de Jorge Brito, secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. A “cadeia de valor da resina natural” é o tema a desenvolver de seguida, com as intervenções de Pedro Teixeira, do Centro Pinus, sobre “Produção de resina: práticas sustentáveis e valorização”; Marco Ribeiro, da Resipinus, analisa “O papel do resineiro: a importância da resinagem”, seguindo-se Ricardo Gomes, da Nares, e Pedro Gil, da Gum Rosin, que abordam, respetivamente, a “Qualidade na cadeia de valor” e “Expansão para novas aplicações e produtos”. “O mercado: oportunidades e competitividade global” é o tema a desenvolver por João Koehler, da Colquímica , e Jávier Calvo, da Cesefor, apresenta “A resinagem em Espanha”. Os trabalhos continuam, com o debate sobre “A cadeia de valor da resina natural”, “Sustentabilidade económica da resinagem” e “Desafios e oportunidades”, com a participação de Rogério Rodrigues e Joana Vieira, ambos do CoLAB ForesWISE e ainda de Miguel Freitas, da Universidade do Algarve. Para as 17h10 está prevista a apresentação da marca “Resinae”, por Jani Pires e Juliana Salvação, do CoLAB ForestWISE. Saiba mais aqui

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RN21

Regional Rural: A resina apresentação da marca “Resinae”

Hoje no REGIONAL RURAL ….  falamos da Pampilhosa da Serra e falamos da fileira da resina com Rogério Rodrigues. Diretor de Projeto Integrado RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE, que tem como objetivo impulsionar a fileira da resina natural em Portugal, promovendo a sua sustentabilidade, inovação e competitividade. A Pampilhosa da Serra foi o local escolhido para o encontro de especialistas, empresários, produtores e investigadores associados à produção de resina natural. Um evento promovido pelo Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, a realizar na próxima segunda-feira, dia 27, durante o qual se vai assistir ao lançamento oficial da marca “Resinae”. Uma marca apresentada co¬mo «um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental», criada com o objetivo de valorizar a resina natural de Pinus Pinaster, que «pretende reforçar a posição do setor e impulsionar a resina natural para um patamar de competitividade que responda às exigências de um mercado cada vez mais focado na sustentabilidade», refere uma nota do CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, organismo que congrega entidades ligadas à investigação, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia, que pretende contribuir para uma gestão florestal mais sustentável, valorização dos produtos florestais e redução das consequências dos grandes incêndios. Organismo no seio do qual foi criado o RN21, consórcio que reúne toda a cadeia de valor do setor da resina natural em Portugal e que aposta na modernização e revitalização desta atividade, considerada uma mais tradicionais da economia nacional, através da valorização da resina natural enquanto produto “bio” e «potenciando as grandes possibilidades da sua aplicação no mercado». Saiba mais aqui

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RN21

Resina Natural vai ter marca própria. Apresentação é na Pampilhosa da Serra

Na próxima segunda-feira, 27 de janeiro, a Pampilhosa da Serra será palco do evento “Resinae Ignite”, promovido pelo Projeto Integrado RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE®. Este evento assinala o lançamento oficial da marca Resinae, um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso ambiental, destinado a destacar a resina natural de Pinus pinaster no mercado global como um produto de excelência. O objetivo da criação da marca Resinae é reforçar a competitividade deste setor tradicional da economia portuguesa, respondendo às crescentes exigências do mercado em matéria de sustentabilidade e inovação. Durante o evento, especialistas, empresários, produtores e representantes institucionais discutirão os principais desafios e oportunidades que moldam a cadeia de valor da resina natural. A agenda incluirá perspetivas sobre práticas sustentáveis, inovação na produção, transformação e expansão para novos mercados, promovendo um diálogo construtivo em torno de soluções viáveis e sustentáveis. O RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE®, é um consórcio que reúne toda a cadeia de valor da resina natural em Portugal. Este projeto aposta na modernização e revitalização do setor, valorizando a resina como um produto ecológico com vasto potencial de aplicação no mercado global. O evento terá lugar no Edifício Monsenhor Nunes Pereira, com início às 14:00. Saiba mais aqui

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RN21

Consórcio RN21 ambiciona dar nova força ao setor da resina natural em Portugal

O consórcio Resina Natural 21 (RN21) – ForestWISE, que a Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) integra, quer devolver à resina natural a sua importância na economia nacional. Com utilidade nas indústrias automóvel, têxtil, do calçado e alimentar, principalmente no que se refere ao fabrico de embalagens biodegradáveis, de componentes mais leves e sustentáveis para automóveis, de calçado mais duradouro e à melhor fixação de cor nos tingimentos de tecidos, a resina mostra-se como matéria-prima com alto potencial económico, inclusive, para exportação. Após na década de 70 ter sido a terceira matéria-prima mais exportada do país, a resina natural volta a estar no centro das atenções através do Projeto Integrado RN2, que visa modernizar e tornar o produto mais sustentável em Portugal, abrangendo toda a cadeia de valor, desde a floresta até ao consumidor final, ao envolver um total de 37 entidades distintas, localizadas na sua grande maioria no Norte e Centro do país, zona onde existe mais pinheiro-bravo. Além de instituições de ensino superior, como é o caso da ESAC, o consórcio RN21, liderado pelo CoLAB ForestWISE, conta com: entidades da indústria da transformação de resina, que junta nomes como a TECMEAT, a Simoldes Plásticos, S.A., a Tintex e a CTCP; empresas produtoras de resina, tais como a Raízes Independentes; empresas de 1ª e 2ª transformação, como por exemplo a Pinopine; Comunidades Intermunicipais; e associações florestais. Este Projeto Integrado ambiciona ainda promover o desenvolvimento sustentável das regiões onde a Resina Natural é produzida, implicando as comunidades locais e fortalecendo a economia regional. Com enfoque no aumento da produtividade e da qualidade da Resina Natural, assim como na diversificação dos produtos derivados, o projeto propõe-se a criar novas oportunidades de negócio para empresas e produtores nacionais, promovendo, em simultâneo, a certificação da Resina Natural e garantindo a sua origem e a qualidade, o que contribuirá para a competitividade na cadeia de valor do mercado global. Contribuir para a bioeconomia, a resiliência económica, a neutralidade carbónica, a coesão territorial e o reforço da aposta na ciência e tecnologia em Portugal são ainda ambições desteprojeto, sendo que para atingir os objetivos mencionados, o consórcio RN21 trabalha em 22 medidas-chave, divididas em três pilares de atuação e diferentes atividades. 2025 é o último ano do projeto, que está a ser desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência e do qual poderá ficar a saber tudo em https://rn21.forestwise.pt/ Saiba mais aqui

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Emílio Torrão

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONTEMOR-O-VELHO Como avalia o atual estado das florestas no concelho de Montemor-o-Velho e quais são os principais desafios que identifica na sua preservação e gestão?As áreas florestais ocupam cerca de 39% do concelho, ou seja, 8.963 ha. São áreas constituídas sobretudo por povoamentos em monocultura, de pinheiro e eucalipto.Um dos principais desafios nos quais o Município está empenhado é travar o avanço das arborizações ilegais. Por outro lado, é também fundamental sensibilizar os proprietários que pretendem realizar arborizações devidamente legalizadas para a importância de selecionar espécies autóctones adaptadas às condições edafoclimáticas locais e de adotar as medidas de gestão adequadas, que lhes permitem garantir um maior lucro de forma sustentável, beneficiando não só o seu povoamento, mas todo o território envolvente. Só assim é possível criar uma floresta ordenada, capaz de potenciar ordenamento e a gestão ativa da paisagem, aumentar não só a resiliência do território aos incêndios rurais, mas também mobilizar os recursos e investimentos de suporte que propiciem a revitalização económica e o desenvolvimento local sustentável.Quais têm sido as principais iniciativas da Câmara Municipal para promover práticas de gestão florestal sustentável?O Município colabora com a CIM (Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra) em diferentes projetos que visam promover a transformação estrutural do setor florestal. No âmbito da Agenda TransForm, participamos no projeto de execução do parque de recolha de biomassa e o seu aproveitamento em diversos equipamentos municipais. O projeto “Resina Natural 21” visa modernizar e tornar a produção da Resina Natural mais sustentável em Portugal. O consórcio, liderado pelo CoLAB ForestWISE, integra a CIM, e o Município de Montemor-o-Velho colabora. No projeto RESIST (Regions for climate change resilience through Innovation, Science and Technology), por iniciativa deste Município, em parceria com Instituições de Ensino Superior, estamos a estudar as condições de armazenamento e de secagem da estilha, produto das atividades de limpeza florestal, para o futuro aproveitamento em caldeiras de aquecimento.Considerando os efeitos das alterações climáticas, como vê o futuro das florestas em Montemor-o-Velho, e que medidas considera essenciais para garantir a sua resiliência?Existe a preocupação no Município de garantir um melhor ordenamento da paisagem rural, considerada no seu todo, seja no plano florestal ou no plano da agricultura moderna e da excelência dos seus produtos, visto que temos os melhores solos de produção agrícola do país.No âmbito dos resíduos florestais decorrentes da limpeza das faixas de gestão de combustíveis, estamos a promover a constituição de um parque de tratamento de estilha, a ser utilizada como fonte energética nas nossas instalações desportivas (piscina), fomentando assim a economia circular nas infraestruturas municipais.Mais que tudo, o ponto fulcral é fixar a população e criar valor económico no solo rural, muitas das vezes esquecidos nas políticas de desenvolvimento rural. PF Saiba mais aqui

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RN21

Entrevista a Paulo Cadeia, diretor executivo do TECMEAT

O setor produtor e transformador de carne nacional de Portugal pode ser classificado como um setor estratégico e em evolução, com características que combinam tradição, qualidade reconhecida e desafios em termos de inovação, competitividade e sustentabilidade. É desta forma que Paulo Cadeia, diretor executivo do TECMEAT, em entrevista à revista iAlimentar, caracteriza o setor, e acrescenta que Portugal é conhecido pela produção de carnes de alta qualidade, especialmente no caso da carne de porco (incluindo a icónica carne de porco preto) ou de bovino através das suas raças autóctones. A par disto, o executivo alerta para a necessidade de aumentar a formação e a qualificação contínua em novas práticas tecnológicas assim como, aumentar as atividades de inovação e de cooperação entre empresas e entidades científicas. O que levou à criação do TECMEAT? A criação do Centro de Competências do Agroalimentar com foco na Indústria das Carnes (TECMEAT) deve-se essencialmente a dois pontos. O primeiro, resultante da elevada concentração de indústria do processamento de carnes que existe na região onde o TECMEAT se encontra implementado; o segundo, da visão do Município da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em verificar que não existia a nível regional, e mesmo nacional, um centro de competências capacitado para o desenvolvimento de atividades de inovação e atividades de formação técnica e prática especificamente orientada para o setor da indústria de processamento das carnes. Nasce assim o TECMEAT, uma associação privada e sem fins lucrativos, que tem por missão potenciar o aumento da competitividade e inovação das empresas produtoras e transformadoras do setor das carnes através do seu desenvolvimento científico e tecnológico. Em que áreas atua? Que serviços presta? Muito embora, de forma mais alargada, o TECMEAT possa atuar em todo o setor agroalimentar, o seu foco principal é no setor das carnes e do seu processamento. Através da sua Unidade Piloto e do seu Laboratório de Microbiologia, o TECMEAT encontra-se capacitado para prestar um conjunto de serviços à indústria que passa pela formação técnica e tecnológica em ambiente piloto, pelo apoio e consultoria no desenvolvimento e caracterização de novos produtos e novas técnicas de processamento ou ainda, na disponibilização de um conjunto alargado de análises, testes e ensaios de controlo de qualidade. Para além destas componentes, o TECMEAT tem atuado também como um hub de transferência e de demonstração de conhecimento para a indústria em parceria com novos desenvolvimentos de produtos e processos obtidos com empresas de bens de equipamentos e fornecedoras de ingrediente e os mais diversos consumíveis. Em que projetos de investigação o TECMEAT participa? Há perspetivas de novos produtos a entrar no mercado? Quando? Atualmente, o TECMEAT participa em três projetos do PRR (Programa de Recuperação e Resiliência). Está ativamente envolvido na agenda VIIAFOOD, liderada pela Sonae, onde juntamente com outras entidades do sistema científico e uma empresa do setor cárnico temos realizado provas de conceito no desenvolvimento de produtos inovadores em três linhas diferentes. Para além deste, estamos também envolvidos em dois projetos da Bioeconomia: o projeto RN21 onde procuramos testar o comportamento de biofilmes e a aplicação de colofónia resultante das resinas da nossa indústria florestal em substituição de filmes comerciais de origem fóssil; e o Projeto BE@T no qual procuramos encontrar simbioses indústrias entre os subprodutos do setor do têxtil e vestuário e os subprodutos do setor das carnes. Em todos estes três projetos temos já protótipos de novos produtos com resultados promissores e potencialmente interessante para entrar no mercado. Para além destes projetos em execução, temos ainda algumas candidaturas em avaliação com a Associação de Criadores de Limusine e a Câmara Municipal do Fundão no sentido de virmos a prestar um conjunto de serviços ao nível de formação de rendimento de corte de carcaças de bovino. Como classifica o setor produtor e transformador de carne nacional? O setor produtor e transformador de carne nacional de Portugal pode ser classificado como um setor estratégico e em evolução, com características que combinam tradição, qualidade reconhecida e desafios em termos de inovação, competitividade e sustentabilidade. Nestes curtos quatro anos de existência do TECMEAT e de contactos e parcerias já estabelecidas, verifico que tem havido um esforço de evolução ao nível da adoção de novas práticas de atividades de inovação, quer ao nível do setor produtivo como também do setor transformador. Todos sabemos que, na sua generalidade, a indústria das carnes ainda é conhecida por ser fechada e relutante em cooperar para o desenvolvimento de novos produtos e processos. Contudo, tenho assistido durante estes anos ao esforço que estas empresas começam a realizar para mudar este paradigma até porque, começam a perceber, que a sua evolução assim como a possibilidade de aumentar as suas quotas de exportação, apenas se conseguirá através da cooperação, da inovação e sobretudo da diferenciação de produtos de maior valor acrescentado. É certo que o setor é dominado por pequenas e médias empresas (PMEs), tanto na produção como na transformação, o que resulta numa fragmentação que pode dificultar a competitividade internacional, enfrentando dificuldades para competir com grandes produtores de outros países devido à falta de economia de escala e aos custos relativamente elevados de produção e mais recentemente à escassez de mão de obra classificada, mas também é verdade que o setor tem um grande potencial de crescimento, desde que consiga superar os seus desafios em termos de inovação, sustentabilidade e competitividade. Quais considera ser os pontos fortes (e os a melhorar) do setor produtor e transformador de carne português? Em que medida a TECMEAT pode ajudar a alterar o cenário? Sem dúvida que um dos pontos forte do setor é a qualidade da carne que produzimos. Portugal é conhecido pela produção de carnes de alta qualidade, especialmente no caso da carne de porco (incluindo a icónica carne de porco preto) ou de bovino através das suas raças autóctones tais como a Limusine, Barrosã, Arouquesa, … apenas para falar de algumas. Muitas empresas têm também investido em tecnologia moderna nos processos de abate e transformação, o que aumenta a eficiência e a rastreabilidade dos produtos. Tem

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RN21

Neutralidade Carbónica: Desafios e Oportunidades no sector da Resina Natural  18 de dezembro

O projeto RN21 realiza um webinar que aborda o papel da resina natural na transição para a neutralidade carbónica, os desafios da indústria na adoção de práticas mais sustentáveis e as oportunidades que nascem da inovação e sustentabilidade do sector. O evento conta com dois oradores – Zenaida Mourão, do INESCTEC e Firmino Rocha, da KEMI – e decorre online, das 14:30 às 16:00, sendo necessário registo prévio. Saiba mais aqui

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RN21

Jornadas do Interior: Papel da agricultura, floresta e energia no desenvolvimento

Cerca de uma dúzia de oradores de várias áreas de atividade trocaram ideias sobre o potencial de recursos que poderão funcionar como uma tábua de salvação para o InteriorLúcia Reis “Um dos maiores legados que o JF sustenta é o da preocupação com a região e o seu futuro, jamais se resignando a aceitar, como certa, a débil condição coletiva como uma suposta maldição, imposta pela interioridade”, afirmou Nuno Francisco, diretor do JF, na abertura das Jornadas da Beira Interior que decorreram, no dia 15, no Alcaide, integradas no “Míscaros – Festival do Cogumelo, subordinadas ao tema “Agricultura, Floresta e Energia”. “Aqui, há terra fértil para se plantar o futuro. Sempre houve e continuará a haver. Mas para isso é precisa aquela força motriz que passa por uma estratégia de desenvolvimento destes territórios, dotando-os de condições para que possamos cumprir as nossas obrigações”, acrescentou, assegurando que que o JF “jamais abdicará do seu ADN, que o tornou uma publicação de referência da imprensa portuguesa”.  O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, sublinhou o interesse das jornadas como “um evento de construção de conhecimento e partilha de informação” e deu conta de que a Câmara do Fundão se prepara para criar uma área demarcada de cogumelos silvestres na Gardunha para preservar e valorizar este complemento do rendimento das famílias, ajudando, simultaneamente, a proteger a serra dos incêndios. Fernando Martins, diretor da Unidade de Agricultura e Pescas da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), felicitou o JF por honrar o legado de compromisso com a região, promovendo estas jornadas, dando depois conhecimento que a CCDRC tem à disposição um conjunto de instrumentos que serão disponibilizados para a produção agrícola encontrar as vias de financiamento indispensáveis à sua modernização. O primeiro painel das jornadas foi dedicado à “Floresta, Rentabilidade e Ordenamento”, tendo sido moderado por Celestino Almeida, professor coordenador da Escola Superior Agrária do IPCB.  Da Pinus Verde, Marisa Monsanto apresentou o organismo a que preside, dando conta dos 26 anos de vida desta associação sem fins lucrativos, que promove o desenvolvimento florestal e rural. “É uma ferramenta ao serviço de uma comunidade e um território, promove os usos múltiplos da floresta e aproveita os conhecimentos tradicionais, promovendo também atividades económicas”, resumiu a dirigente. Pedro Marques, responsável pela gestão das áreas de servidão na REN – Rede Elétrica Nacional, falou da vasta rede de infraestruturas e da rede elétrica, correspondendo a uma autoestrada, com perfil da A1, entre Lisboa e o Dubai.  Flávio Massano, presidente da Câmara de Manteigas, incentivou os habitantes da região a terem orgulho no território. “Não nos resignamos e não desistimos”, enfatizou, criticando que a gestão do território se faça a 200 ou 300 quilómetros de distância e a burocracia reinante, traduzida em programas, programinhas, siglas e coisas avulsas que não se percebem. “Ou lutamos por nós, ou ninguém quer saber”, alertou, incentivando ao trabalho conjunto. No mesmo tom foi a intervenção de Luís Matias, dinamizador do Plano de Revitalização do Pinhal Interior, que trouxe à memória o “sobressalto cívico” causado pela tragédia dos incêndios de 2017 e criticou  a incapacidade portuguesa para planear o futuro. “Somos muito bons a criar planos estratégicos, mas muito maus a planear”, sublinhou. “É fundamental demonstrarmos que sabemos para onde queremos ir, o que queremos fazer e como é que lá vamos chegar”, anotou, lembrando que em Lisboa ninguém contribui com um euro que seja para a preservação e conservação das condições ambientais ou qualidade da água, ao contrário do que faz o Interior.  Também crítico foi Carlos Fonseca, investigador na área da ecologia e conservação e CEO do Colab Forestwise. “O mais fácil é sermos descrentes e não acreditarmos em mais nada porque não conseguimos mudar. Sou um otimista e considero que o facto de estarmos aqui, num evento sobre valorização da floresta, é a prova de que devemos acreditar que é possível”, concluiu.  Saiba mais aqui

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“Setor tem um grande potencial de crescimento, desde que consiga superar os seus desafios em termos de inovação, suste n ta bilidade e competitividade” – Entrevista a Paulo Cadeia

PAULO CADEIA, DIRETOR EXECUTIVO DO TECMEAT O setor produtor e transformador de carne nacional de Portugal pode ser classificado como um setor estratégico e em evolução, com características que combinam tradição, qualidade reconhecida e desafios em termos de inovação, competitividade e sustentabilidade. É desta forma que Paulo Cadeia, diretor executivo do TECMEAT, em entrevista à revista iAlimentar, caracteriza o setor, que acrescenta que Portugal é conhecido pela produção de carnes de alta qualidade, especialmente no caso da carne de porco (incluindo a icónica carne de porco preto) ou de bovino através das suas raças autóctones. A par disto, o executivo alerta para a necessidade de aumentar a formação e a qualificação contínua em novas práticas tecnológicas assim como, aumentar as atividades de inovação e de cooperação entre empresas e entidades científicas.O que levou à criação do TECMEAT?A criação do Centro de Competências do Agroalimentar com foco na Indústria das Carnes (TECMEAT) deve-se essencialmente a dois pontos. O primeiro, resultante da elevada concentração de indústria do processamento de carnes que existe na região onde o TECMEAT se encontra implementado; o segundo, da visão do Município da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em verificar que não existia a nível regional, e mesmo nacional, um centro de competências capacitado para o desenvolvimento de atividades de inovação e atividades de formação técnica e prática especificamente orientada para o setor da indústria de processamento das carnes. Nasce assim o TECMEAT, uma associação privada e sem fins lucrativos, que tem por missão potenciar o aumento da competitividade e inovação das empresas produtoras e transformadoras do setor das carnes através do seu desenvolvimento científico e tecnológico.Em que áreas atua? Que serviços presta?Muito embora, de forma mais alargada, o TECMEAT possa atuar em todo o setor agroalimentar, o seu foco principal é no setor das carnes e do seu processamento. Através da sua Unidade Piloto e do seu Laboratório de Microbiologia, o TECMEAT encontra-se capacitado para prestar um conjunto de serviços à indústria que passa pela formação técnica e tecnológica em ambiente piloto, pelo apoio e consultoria no desenvolvimento e caracterização de novos produtos e novas técnicas de processamento ou ainda, na disponibilização de um conjunto alargado de análises, testes e ensaios de controlo de qualidade. Para além destas componentes, o TECMEAT tem atuado também como um hub de transferência e de demonstração de conhecimento para a indústria em parceria com novos desenvolvimentos de produtos e processos obtidos com empresas de bens de equipamentos e fornecedoras de ingrediente e os mais diversos consumíveis.Em que projetos de investigação o TECMEAT participa? Há perspetivas de novos produtos a entrar no mercado? Quando?Atualmente, o TECMEAT participa em três projetos do PRR (Programa de Recuperação e Resiliência). Está ativamente envolvido na agenda VIIAFOOD. liderada pela Sonae, onde juntamente com outras entidades do sistema científico e uma empresa do setor cárnico temos realizado provas de conceito no desenvolvimento de produtos inovadores em três linhas diferentes. Para além deste, estamos também envolvidos em dois projetos da Bioeconomia: o projeto RN21 onde procuramos testar o comportamento de biofilmes e a aplicação de colofónia resultante das resinas da nossa indústria florestal em substituição de filmes comerciais de origem fóssil; e o Projeto BE@T no qual procuramos encontrar simbioses indústrias entre os subprodutos do setor do têxtil e vestuário e os subprodutos do setor das carnes. Em todos estes três projetos temos já protótipos de novos produtos com resultados promissores e potencialmente interessante para entrar no mercado. Para além destes projetos em execução, temos ainda algumas candidaturas em avaliação com a Associação de Criadores de Limusine e a Câmara Municipal do Fundão no sentido de virmos a prestar um conjunto de serviços ao nível de formação de rendimento de corte de carcaças de bovino.Como classifica o setor produtor e transformador de carne nacional?O setor produtor e transformador de carne nacional de Portugal pode ser classificado como um setor estratégico e em evolução, com características que combinam tradição, qualidade reconhecida e desafios em termos de inovação, competitividade e sustentabilidade. Nestes curtos quatro anos de existência do TECMEAT e de contactos e parcerias já estabelecidas, verifico que tem havido um esforço de evolução ao nível da adoção de novas práticas de atividades de inovação, quer ao nível do setor produtivo como também do setor transformador. Todos sabemos que, na sua generalidade, a indústria das carnes ainda é conhecida por ser fechada e relutante em cooperar para o desenvolvimento de novos produtos e processos. Contudo, tenho assistido durante estes anos ao esforço que estas empresas começam a realizar para mudar este paradigma até porque, começam a perceber, que a sua evolução assim como a possibilidade de aumentar as suas quotas de exportação, apenas se conseguirá através da cooperação, da inovação e sobretudo da diferenciação de produtos de maior valor acrescentado. É certo que o setor é dominado por pequenas e médias empresas (PMEs), tanto na produção como na transformação, o que resulta numa fragmentação que pode dificultar a competitividade internacional, enfrentando dificuldades para competir com grandes produtores de outros países devido à falta de economia de escala e aos custos relativamente elevados de produção e mais recentemente à escassez de mão de obra classificada, mas também é verdade que o setor tem um grande potencial de crescimento, desde que consiga superar os seus desafios em termos de inovação, sustentabilidade e competitividade.Quais considera ser os pontos fortes (e os a melhorar) do setor produtor e transformador de carne português? Em que medida a TECMEAT pode ajudar a alterar o cenário?Sem dúvida que um dos pontos forte do setor é a qualidade da carne que produzimos. Portugal é conhecido pela produção de carnes de alta qualidade, especialmente no caso da carne de porco (incluindo a icónica carne de porco preto) ou de bovino através das suas raças autóctones tais como a Limusine, Barrosã, Arouquesa,… apenas para falar de algumas. Muitas empresas têm também investido em tecnologia moderna nos processos de abate e transformação, o que aumenta a eficiência e a rastrea-bilidade dos produtos. Tem havido também uma aposta crescente na automatização

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RN21

Tintex participa em workshop sobre potencialidades da resina natural.

Pedro Magalhães, head of innovation, e Carlos Silva, innovation manager, da Tintex Textiles rumaram a Cantanhede para participar num workshop sobre aplicações da Resina Natural no âmbito do projeto RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional. “Os participantes foram divididos por quatro grupos, que visitavam alternadamente quatro salas, cada uma correspondente a uma indústria diferente, onde era feita uma apresentação do sector, da empresa, o que estava a ser feito e depois eram abertas questões”, enquadra Pedro Magalhães, head of innovation, que orientou na sala do têxtil e vestuário. “A resina pode ajudar a resolver desafios como o da sustentabilidade. Ajuda-nos a substituir materiais sintéticos por outros naturais. Neste caso, estamos a trabalhar com derivados da colofónia (um derivado da resina resultante da sua destilação)” especifica.  Estes são depois usados na criação de novos fios, aplicados em tingimentos e acabamentos e na aplicação de revestimento e laminagem. “O mais interessante diria que foi o piloto que fizemos de melhoria da solidez à luz no tingimento natural. Os resultados são promissores, queremos industrializar”, situou. Saiba mais aqui

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