Cadeia de valor da resina é tema central de workshop
Fonte: Jornal Região de Leiria | 14 de março
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O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Projeto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu no dia 28 de fevereiro, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo. A abrir a sessão esteve o Vereador do Executivo Municipal da Mealhada, Ricardo Santos, o Diretor do Projeto, Rogério Rodrigues, e o CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, que reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”. Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III). A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objetivo desenvolver uma Academia capacitada para formar profissionais de extração de resina. Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais. Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®. Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projeto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto. A reunião contou com a participação dos membros do Conselho Consultivo, composto por três personalidades externas de mérito reconhecido e independentes, que reunirá anualmente para se pronunciar sobre as atividades desenvolvidas, propor medidas corretivas e promover parcerias. Do Conselho Consultivo fazem parte Aida Rodrigues Garcia, atualmente coordenadora de vários projetos relacionados com produtos florestais não lenhosos; Álvaro Picardo, Coordenador Técnico do projeto SMURF Horizont Europe, sobre “Modelos de Gestão Sustentável e Cadeias de Valor para as Florestas”; e Rui Miguel Rosmaninho, Diretor do Departamento de Gestão de Áreas Públicas Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP. Saiba mais aqui
O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Projecto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu no dia 28 de Fevereiro, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo.A abrir a sessão esteve o Vereador do Executivo Municipal da Mealhada, Ricardo Santos, o Director do Projecto, Rogério Rodrigues, e o CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, que reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”.Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III).A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objectivo desenvolver uma Academia capacitadapara formar profissionais de extração de resina.Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais.Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®.Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente,onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projecto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto.A reunião contou com a participação dos membros do Conselho Consultivo, composto por três personalidades externas de mérito reconhecido e independentes, que reunirá anualmente para se pronunciar sobre as actividades desenvolvidas, propor medidas correctivas e promover parcerias. Do Conselho Consultivo fazem parte Aida Rodrigues Garcia, actualmente coordenadora de vários projetos relacionados com produtos florestais não lenhosos; Álvaro Picardo, Coordenador Técnico do projeto SMURF Horizont Europe, sobre “Modelos de Gestão Sustentável e Cadeias de Valor para as Florestas”; e Rui Miguel Rosmaninho, Director do Departamento de Gestão de Áreas Públicas Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP. Saiba mais aqui
Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto RN21 reuniu no Espaço Inovação Mealhada Read More »
O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Projeto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu no dia 28 de fevereiro, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo. A abrir a sessão esteve o Vereador do Executivo Municipal da Mealhada, Ricardo Santos, o Diretor do Projeto, Rogério Rodrigues, e o CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, que reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”. Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III). A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objetivo desenvolver uma Academia capacitada para formar profissionais de extração de resina. Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais. Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®. Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projeto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto. A reunião contou com a participação dos membros do Conselho Consultivo, composto por três personalidades externas de mérito reconhecido e independentes, que reunirá anualmente para se pronunciar sobre as atividades desenvolvidas, propor medidas corretivas e promover parcerias. Do Conselho Consultivo fazem parte Aida Rodrigues Garcia, atualmente coordenadora de vários projetos relacionados com produtos florestais não lenhosos; Álvaro Picardo, Coordenador Técnico do projeto SMURF Horizont Europe, sobre “Modelos de Gestão Sustentável e Cadeias de Valor para as Florestas”; e Rui Miguel Rosmaninho, Diretor do Departamento de Gestão de Áreas Públicas Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP. Saiba mais aqui
Se inicialmente a resina era obtida através da queima de madeira, atualmente é recolhida de árvores vivas, por métodos pouco invasivos, que asseguram vitalidade da árvore. São bem presentes as memórias de pinhais resinados com o tradicional púcaro de barro ou, mais recentemente, com púcaros de plástico ou sacos de plástico. A Resina Natural e a resinagem fazem parte da memória coletiva do povo português. A resina é um produto natural, produzido pelas coníferas como substância de defesa e proteção contra infeções. É um líquido viscoso, transparente, com forte odor a pinho e forte carácter adesivo. O seu uso pelo homem remonta à Antiguidade, havendo vestígios da sua utilização no processo de mumificação no Antigo Egito. Em Portugal, o registo do uso de resina natural remonta ao séc. XV, tendo sido utilizada na calafetação das naus utilizadas na exploração marítima portuguesa. A utilização de Resina Natural e dos seus derivados sofreu alterações profundas ao longo do tempo, que refletem as melhorias associadas ao processo de extração e ao desenvolvimento tecnológico e industrial. A modernização do processo de colheita da resina, aliado à vasta floresta de pinho e ao incentivo à resinagem, levaram, em meados do século passado, ao aumento exponencial da extração de Resina Natural em Portugal. Na campanha de 1974/75, Portugal foi o segundo produtor mundial de resina, atingindo o máximo histórico de 140.000 Ton/ano. Contudo, a entrada no mercado de novos países produtores de resina a praticar preços mais competitivos, levou à descida de preço desta matéria-prima. A diminuição de preço, associada aos incêndios florestais e à consequente diminuição da floresta de pinho, levou ao abandono progressivo desta atividade. Atualmente, Portugal produz cerca de 5000 toneladas de Resina Natural por ano. O aumento da produção de Resina Natural nos anos 70 e 80 motivou a indústria portuguesa a valorizar esta matéria-prima, tendo surgido, por essa altura, as primeiras indústrias de segunda transformação. Apesar da diminuição de produção, a indústria de segunda transformação da resina natural portuguesa permaneceu competitiva, destacando-se a nível mundial. A tradição associada a esta atividade florestal, assim como, a inovação da indústria de transformação da Resina Natural e o potencial desta matéria-prima natural e sustentável, contribuíram para que a fileira da Resina Natural fosse identificada na Componente 12 – Bioeconomia Sustentável, do Plano de Recuperação e Resiliência, juntamente com a Indústria do Têxtil e do Vestuário e a Indústria do Calçado, como um setor chave para a promoção da transição climática. (…) Saiba mais aqui
Resina Natural: uma matéria-prima chave para a Bioeconomia Sustentável Read More »
Os resultados preliminares do estudo que está a ser desenvolvido na freguesia da Isna sobre a extração de resina, demonstram que os 60 pinheiros avaliados neste primeiro ano de exploração dão mais resina do que a média nacional. Quem o afirma é Marco Ribeiro, presidente da Resipinus – Associação de Destiladores e Exploradores de Resina e responsável pela Raízes In, entidade parceira neste projeto de investigação. Aquele responsável, citado em nota enviada ao Oleiros Magazine, pela autarquia, revela que a resina extraída de forma tradicional em cada um dos 60 pinheiros bravos “ultrapassou o valor da média nacional de produção que se situa em cerca de um quilo e meio por bica, no primeiro ano de exploração. Na Isna, foram retirados os sacos e pesada a resina tendo cada pinheiro originado valores que rondam dois quilos desta matéria”. Estes dados abrem boas perspectivas para uma possível exploração de resina no concelho de Oleiros. O estudo faz parte de um projeto desenvolvido desde abril por um consórcio constituído por 37 entidades, liderado pelo CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, sendo a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em conjunto com a empresa Raízes In, responsável científica. Tal como referimos em primeira mão, este projeto que no terreno está a ser implementado por um engenheiro florestal e dois resineiros da freguesia da Isna, pretende aperfeiçoar também as técnicas de exploração de resina. Daí que na segunda campanha, que se iniciará em março de 2024, seja dada continuidade à extração de resina em modo tradicional nos mesmos 60 pinheiros, mas também recorrendo a novas formas de extração de resina, utilizando, por um lado, um sistema fechado que pretende aumentar a qualidade da resina obtida e por outro, utilizando novos estimulantes biológicos que aumentem a sua produção. “Temos a estimativa que numa segunda campanha aumente a produção entre 30 a 40%. Assim, é de esperar que os valores obtidos na Isna sejam ainda mais satisfatórios no próximo ano”, explica Marco Ribeiro, na mesma nota e referindo-se à extração tradicional. Recorde-se que o concelho de Oleiros foi dos principais produtores de resina do país, tendo mesmo uma fábrica de transformação do produto. Miguel Marques, em nota enviada ao nosso jornal, considera que os primeiros dados acabam por “não nos surpreender. Temos a plena consciência do potencial desta mancha de pinheiros bravos e o que ela pode representar, em rendimento, para os proprietários. Ficamos muito satisfeitos com os bons dados obtidos e esperamos que assim continue. Será um grande desafio e uma oportunidade para muitos proprietários que a floresta volte a gerar rendimento para se tornar sustentável”, diz.Portugal chegou mesmo a ser líder mundial da produção de resina. Estávamos nos anos 80 do século XX. No entanto, no final da década de 90, essa atividade foi diminuindo. Por sua vez, há 50 anos, o distrito de Castelo Branco produzia um décimo do total de resina entrada nas fábricas de destilação em Portugal e gerava uma receita anual muito significativa. Agora o país parece quer apostar num setor que já foi importante. No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foram anunciados para o setor da resina uma verba que ascende aos 33 milhões de euros. Segundo a tutela, 17,5 milhões serão aplicados num projeto integrado que visa o fomento da resina natural, o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados; enquanto que 15,5 milhões de euros serão destinados a iniciativas de gestão florestal e apoio à resinagem na fileira da Resina Natural”. Este projeto de ensaios integra o Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional e é cofinanciado pelo Fundo Ambiental através da Componente 12 – Promoção da Bioeconomia Sustentável dos fundos europeus atribuídos a Portugal pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A par de Oleiros, estão a decorrer ensaios em parcelas de pinhal em Vila Pouca de Aguiar, Nazaré, Cantanhede e Amareleja. Saiba mais aqui
Pinheiros da Isna dão mais resina por bica Read More »