Andrew Fernandes

RN21

“Somos claramente diferenciadores na produção e na tecnologia instalada”

Em outubro do ano passado, a United Resins, unidade de produção de resinas instalada na Zona Industrial da Figueira da Foz, recebeu a apresentação nacional do projeto RN21, cerimónia presidida pelo então ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro.Não foi por acaso que a apresentação do RN21 se realizou ali. A United Resins é líder nacional do setor e aposta forte na inovação e no desenvolvimento, sendo uma referência internacional.Entre as suas áreas de negócio, que são diversas, o grupo também inova na substituição do plástico por materiais naturais e biodegradáveis. E na comunicação social, sendo um dos acionistas de referência do grupo Global Media.António Mendes Ferreira é o líder do grupo empresarial. O empresário foi o convidado principal desta semana do Dez&10.Começando pelas resinas, a United Resins, em termos de conhecimento, desenvolvimento, tecnologia e inovação, “tem uma palavra a dizer, ao ponto de os chineses não conseguirem ser competitivos”, frisou António Mendes Ferreira. Saiba mais aqui

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Resina dá emprego e ainda protege a floresta

Em Tresminas, terra de intensa atividade mineira aurífera entre os séculos I e II d.C, a resina natural de pinheiro-bravo é o novo ouro, que, sob a forma de colofónia e a aguarrás, gera emprego, dá rendimento aos baldios e ainda previne os incêndios rurais. Estamos na terra do Complexo Mineiro Romano de Tresminas, local onde os romanos exploraram o ouro durante mais de 200 anos. No entanto, agora, o ouro que se extrai é outro. A Junta de Freguesia de Tresminas, que gere dois baldios, e os compartes de outras duas aldeias, cederam vários hectares de pinhal-bravo a um consórcio formado por uma empresa do setor e por outros parceiros para aextraçãoderesina e atividades complementares, como a gestão de combustíveis. O consórcio é localmente apoiado pela associação florestal Aguiarfloresta. O negócio, que dá 20 por cento da receita às comunidades locais, gera emprego e ainda mantém limpa uma mancha florestal que durante anos esteve à mercê da voracidade dos incêndios. A prevenção começa na preparação dos terrenos para a exploração da resina. “Na área onde nos encontramos, tivemos de diminuir a densidade de pinheiros para melhorar a produtividade de cada um”, explica André Ferreira, engenheiro agrónomo de apenas 22 anos, natural da terra, que coordena os trabalhos de exploração de resina naturalem áreas comunitárias de pinhal de quatro aldeias. Junto a um pinheiro-bravo em que foi aberta, há poucos dias, a “bica” – a primeira incisão ou ferida rasgada no tronco. “Começamos por baixo e vamos subindo. Podemos fazer até sete renovas por ano”, acrescenta, referindo que “se for feita uma boa prática, dá para explorar a mesma face durante três anos”. Se o diâmetro do tronco permitir, corta-se outro lado do pinheiro e o processo repete-se com a mesma sequência, de baixo para cima. “Há pinheiros que dão resina durante seis, nove, ou até 12 anos. Tudo depende do diâmetro”, esclarece.O método de extração, ao contrário do que se pensa, “não prejudica a árvore”. “Pode demorar alguns anos, mas a árvore regenera-se. A resinagem não leva à morte do pinheiro, nem afeta o valor da madeira. Neste pinhal vamos conseguir retirar a resina durante anos e, no final, ainda temos cá o produto”, explica o técnico.Em Tresminas trabalham a tempo inteiro oito pessoas, numa freguesia rural onde predomina a atividade agrícola e pecuária. “Três são resineiros a tempo inteiro e os outros cinco sãoresineiros e sapadores, porque fazem a gestão de combustíveis durante boa parte do ano”, diz André, já que “durante o inverno o pinheiro não produz, por estar em pausa vegetativa, é como nas árvores de fruta”. Teresa Magalhães é uma das mais antigas a trabalhar na floresta. Começou como resineira, há 12 anos, no entanto agora dá apoio à equipa de sapadores florestais que conciliam o seu tempo com a exploração da resina. “Este trabalho pode parecer pesado, e às vezes é, mas já estou habituada”, recorda a chefe de equipa.Fileira da resina alavancada por fundos do PRRO “ouro líquido” que escorre lentamente para púcaros ou sacos entre os meses de março e outubro após o processo natural de destilação dá origem a dois produtos: a colofónia e a aguarrás. Depois de transformada, a sua utilização pode ser em colas, vernizes, tintas… e até em pastilhas elásticas.Portugal, que chegou a ter meia centena de fábricas de resina ativas, viveu “anos de ouro” da transformação deste produto. “Jáfomos o segundo maior produtor mundial de resina”, recorda Duarte Marques, que preside à Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar (Aguiarfloresta), referindo-se às décadas de 70 e 80 do século passado, com produções na ordem das 100 mil toneladas/ ano. “Mais tarde, por questões de competitividade, a produção caiu muito”, continua.Hoje, por causa das alterações climáticas, “que levaram à substituição das matérias- primas por alternativas mais sustentáveis”, Portugal voltou a apostar na fileira da resina natural, uma das três, a par do calçado e do têxtil, apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito da transição climática.É neste contexto que surge oconsórcio RN21, com sede na Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), liderado pelo CoLAB ForestWISE, que abrange toda a cadeia de valor e aposta na “transição para uma economia mais sustentável”. Focado na formação e inovação, o projeto reúne 37 entidades, como empresas transformadoras de resina, organizações de produtores, comunidades intermunicipais, universidades, laboratórios, entre outros.De acordo com a Resipinus – Associação de Destiladores e Exploradores de Resina, a produção anual de resina em Portugal ronda, hoje, as sete mil toneladas, o que não chega a 10 por cento das necessidades da indústria. A matéria-prima é importada, sobretudo, de países da América do Sul. Saiba mais aqui

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RN21

Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto Integrado RN21 reuniu para apresentação dos resultados de cada medida e análise de temas de agenda

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Projeto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu no dia 28 de fevereiro, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo. A abrir a sessão esteve o Vereador do Executivo Municipal da Mealhada, Ricardo Santos, o Diretor do Projeto, Rogério Rodrigues, e o CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, que reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”. Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III). A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objetivo desenvolver uma Academia capacitada para formar profissionais de extração de resina. Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais. Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®. Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projeto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto. A reunião contou com a participação dos membros do Conselho Consultivo, composto por três personalidades externas de mérito reconhecido e independentes, que reunirá anualmente para se pronunciar sobre as atividades desenvolvidas, propor medidas corretivas e promover parcerias. Do Conselho Consultivo fazem parte Aida Rodrigues Garcia, atualmente coordenadora de vários projetos relacionados com produtos florestais não lenhosos; Álvaro Picardo, Coordenador Técnico do projeto SMURF Horizont Europe, sobre “Modelos de Gestão Sustentável e Cadeias de Valor para as Florestas”; e Rui Miguel Rosmaninho, Diretor do Departamento de Gestão de Áreas Públicas Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP.

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Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto RN21 reuniu no Espaço Inovação Mealhada – Rádio Regional Centro Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto RN21 reuniu no Espaço Inovação Mealhada

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Projecto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu no dia 28 de Fevereiro, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo.A abrir a sessão esteve o Vereador do Executivo Municipal da Mealhada, Ricardo Santos, o Director do Projecto, Rogério Rodrigues, e o CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, que reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”.Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III).A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objectivo desenvolver uma Academia capacitadapara formar profissionais de extração de resina.Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais.Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®.Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente,onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projecto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto.A reunião contou com a participação dos membros do Conselho Consultivo, composto por três personalidades externas de mérito reconhecido e independentes, que reunirá anualmente para se pronunciar sobre as actividades desenvolvidas, propor medidas correctivas e promover parcerias. Do Conselho Consultivo fazem parte Aida Rodrigues Garcia, actualmente coordenadora de vários projetos relacionados com produtos florestais não lenhosos; Álvaro Picardo, Coordenador Técnico do projeto SMURF Horizont Europe, sobre “Modelos de Gestão Sustentável e Cadeias de Valor para as Florestas”; e Rui Miguel Rosmaninho, Director do Departamento de Gestão de Áreas Públicas Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP. Saiba mais aqui

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Projeto Integrado RN21 debatido em Mealhada

O Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu recentemente, no Espaço […] O Conselho de Orientação e Fiscalização do Projeto Integrado RN21, órgão máximo da estrutura do consórcio, reuniu recentemente, no Espaço Inovação Mealhada, para abordar diversos assuntos no âmbito da gestão do Projeto Integrado. O CoLAB ForestWISE®, líder deste consórcio agregador, foi o anfitrião do encontro no qual teve também lugar a primeira sessão ordinária do Conselho Consultivo. O CTO do CoLAB ForestWISE®, Carlos Fonseca, reforçou a “importância de mostrar o que de bom está a ser feito neste consórcio que é fundamental partilhar com os parceiros que nos acompanham”. Seguiu-se a apresentação de mais de 20 medidas, que fazem parte dos três pilares em que assenta o Projeto Integrado RN21, nomeadamente: o fomento da produção da resina natural nacional (pilar I); o reforço da sustentabilidade da indústria transformadora (pilar II); e a diferenciação positiva da Resina Natural e produtos derivados (pilar III). A “Formação e Profissionalização do Resineiro” foi uma das medidas apresentadas para o Pilar I, que tem como principal objetivo desenvolver uma Academia capacitada para formar profissionais de extração de resina. Para o Pilar II, uma das medidas apresentadas foi a “Transição para renováveis e uso eficiente de água e energia”, que visa a elaboração de um estudo e Roadmap sobre as melhores práticas no uso sustentável destes recursos, com vista à minimização dos impactos ambientais. Neste encontro, foram também analisados o ponto de situação da “Criação de um “selo” e a divulgação técnica sobre toda a cadeira de valor”, inserida no pilar III, que surgiu da necessidade de afirmar a Resina Natural como um produto de origem renovável, que pode substituir os derivados do petróleo e constituir-se como um dos exemplos de sucesso da Bioeconomia em Portugal. A primeira fase de criação de marca começou no último semestre de 2023 e na reunião foram apresentados alguns dos próximos passos no âmbito desta iniciativa. Para promover a resina natural junto dos consumidores e decisores empresariais, têm sido realizadas ações de comunicação e marketing com alguns resultados já evidentes, nomeadamente o podcast e a publicação bianual da revista Resinae®. Ainda no encontro, foi analisado o Relatório Técnico Intercalar de Acompanhamento do Projeto Integrado RN21 | 2023, realizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, onde está descrito o progresso alcançado pelo Projeto Integrado ao nível dos indicadores de desempenho – KPIs, e do trabalho executado em cada uma das medidas definidas no projeto até à data de reporte. Da análise efetuada, concluiu-se que o Projeto decorre dentro do previsto tendo em conta os desenvolvimentos descritos para as 22 medidas constantes no Projeto. Saiba mais aqui

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